Dívida

Sem dinheiro, Pernambuco pode atrasar salário de servidores, diz secretário da Fazenda

Décio Padilha afirmou que a crise provocada pelo novo coronavírus causou uma perda de mais de R$ 1 bilhão na arrecadação para o estado.

Sem dinheiro, Pernambuco pode atrasar salário de servidores, diz secretário da Fazenda

Publicado em 4 de junho de 2020 - 14:00

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O secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, afirmou em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (4), que podem acontecer atrasos no pagamento de fornecedores e servidores do estado, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo o chefe da pasta, pernambuco registrou uma queda na arrecadação de R$ 1 bilhão no ICMS desde março

“Perdemos, em três meses, mais de R$ 1 bilhão, e a arrecadação de junho vai ser muito ruim. Então, há, sim, um risco de aumentar o atraso e de voltar os atrasos que tinham antes. Porque a ajuda federal é bem insuficiente, e não estou reclamando do tamanho dela, mas há uma possibilidade de voltar os atrasos, sim, mesmo com a ajuda federal. A suspensão do pagamento de dívidas seria um fôlego para o os governadores, mas ele [Bolsonaro] vetou, por insistência de Paulo Guedes. Então, em virtude desse veto, como [Pernambuco] voltou a pagar dívida, há um risco muito grande dos atrasos ficarem bastante significativos”, disse Padilha.

Segundo o secretário, a folha de pagamento dos servidores estaduais é de cerca de R$ 1 bilhão por mês. O chefe da pasta da Fazenda explicou ainda que o auxílio federal que começará a ser dado no próximo dia 9 – de parcelas fixas de R$ 269 milhões por quatro meses – não será suficiente para cobrir o rombo causado pela falta de arrecadação.

“Não se sai de uma crise dessa sem um grande ajuste fiscal. A gente vai ter que se endividar e com a pandemia achatando a curva, vem um grande programa de controle fiscal, segurando o grupo 1, que é a despesa de pessoal, segurando operação de crédito para ninguém se endividar, obrigando a reduzir custeio, obrigando a aperfeiçoar a máquina, isso faz parte. Mas, dentro da pandemia, não dá. Esse veto foi mais uma vez uma sinalização de arrocho fiscal em um ambiente em que a gente precisa fazer expansão de gastos.”

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