Oposição

Humberto Costa defende o impeachment de Jair Bolsonaro

O Senador considera que o impeachment é indispensável para tirar o país da situação de crise em que se encontra.

Humberto Costa defende o impeachment de Jair Bolsonaro

Humberto Costa em Reunião remota do Senado Federal. Foto: TV Senado

Publicado em 21 de maio de 2020 - 12:56

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O senador Humberto Costa (PT-PE) pediu nesta terça-feira (19), em pronunciamento, a unidade do povo, da sociedade civil e dos partidos políticos pelo afastamento do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele considera que o impeachment é indispensável para tirar o país da situação de crise em que se encontra.

Para o parlamentar, o Brasil está “sem governo” para enfrentar a pandemia do coronavírus. Tanto pela recusa do presidente em seguir as recomendações de isolamento social para evitar a disseminação da covid-19, quanto pela demora em socorrer a economia.

Humberto Costa acusou o governo de não apoiar estados e municípios e afirmou que Bolsonaro está demorando a sancionar o projeto de ajuda a esses entes federativos (PLP 39/2020) aprovado pelo Senado no dia 6 de maio. Para o senador, o objetivo da demora é chantagear governadores e prefeitos para que relaxem o isolamento social.

Ele também criticou a falta de um substituto definitivo do ex-ministro Nelson Teich, no Ministério da Saúde. E a possível adoção de medidas sem suporte científico para o combate à doença, na sua opinião, apenas para agradar o presidente.

— Entre essas medidas está a adoção de um novo protocolo para o uso do medicamento chamado cloroquina, que já deu demonstrações em vários estudos sobre a sua aplicação em pacientes graves de que não tem o efeito que se imaginava e desejava — declarou.

Polícia Federal

O parlamentar também elencou outros motivos para o impeachment do mandatário, como as acusações de tentar interferir na Polícia Federal. Na sua opinião, a situação foi agravada pelas recentes revelações do empresário Paulo Marinho, segundo as quais houve vazamento de operação daquele órgão que afetaria pessoas ligadas ao então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Fonte: Agência Senado

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