Coronavírus

Artigo: “Ciência, ciência, ciência”?

Neste brevíssimo artigo, iremos tratar exclusivamente da ciência, contextualizando-a com o atual estado de coisas que nos cerca.

Por: Jason Medeiros

No livro Civilização, o aclamado historiador britânico Niall Ferguson constrói a tese de que o Ocidente teria desenvolvido nos últimos 500 anos, seis incríveis “aplicativos” que o resto do mundo não possuía, e que foram responsáveis pela sobrepujança da cultura ocidental com relação às demais, são eles: competição, ciência, direito de propriedade, medicina, consumo, e ética do trabalho.
Neste brevíssimo artigo, iremos tratar exclusivamente da ciência, contextualizando-a com o atual estado de coisas que nos cerca.
Chama-se de Revolução Científica, na história da ciência, o período que tem início no século XVI e prolonga-se até o advento do Iluminismo no século XVIII. As principais causas dessa revolução são comumente atribuídas ao Renascimento cultural, a imprensa, a Reforma Protestante e o Hermetismo, sendo que ela se desenvolve amplamente durante o período, também em razão das competições bélicas e comerciais, entre os reinos da Europa ocidental.
O movimento cultural denominado Iluminismo surge na esteira da Revolução Científica, por intelectuais (iluministas) que julgvam-se propagadores da luz, e que inspiraram “o reconhecimento coletivo de que os seres humanos discordavam sobre ficções e de que estava na hora de concordarem sobre realidades” (Roger Scruton).
A Revolução Francesa encerra a idade moderna e inaugura a contemporânea, período histórico que vivemos, de racionalismo, cientificismo, crise ética e moral, niilismo, secularismo, sociedade líquida, et coetera. Tudo isso se dá em função do desenvolvimento científico, que a precede, mas também pelo triunvirato consumo/capitalismo/industrialização, e o avanço da medicina que permitiu o aumento nunca antes visto na qualidade e expectativa de vida da população mundial.
Todo esse Vazio Ético (conceito da Prof.ª Jaqueline Russ) somado a melhoria das condições de vida e o desenvolvimento tecnológico deslocam a esperança humana outrora amparada na religião para a ciência como medida de todas as coisas.
Essa combinação de fatores sociais e históricos gerou um ambiente de deturpação da natureza original do progresso científico, que ganhou status religioso em doutrinas como o positivismo. Eis que surge, no início do século XX, Karl Popper (1902-1994), um dos mais respeitados e influentes filósofos da ciência, autor da definição atualmente mais aceita de teoria científica, qual seja: “Uma teoria científica é um modelo matemático que descreve e codifica as observações que fazemos. Assim, uma boa teoria deverá descrever uma vasta série de fenômenos com base em alguns postulados simples como também deverá ser capaz de fazer previsões claras as quais poderão ser testadas”.
Transportamos-nos então para 2020, momento em que o mundo vive uma pandemia de coronavírus e os cientistas, assim como órgãos internacionais, são considerados os únicos deuses capazes de livrar-nos desse mal.
É importante ressaltar, antes de continuarmos, que a Organização Mundial da Saúde juntamente com o Partido Comunista Chinês são os responsáveis pela disseminação do vírus em escala global, pois o Estado Chinês prendeu os cientistas que estavam investigando o surto do vírus inicialmente, e censurou a imprensa de divulgar qualquer informação no estágio inicial da propagação. Como se não bastasse, a OMS no fim de janeiro deste ano ainda dizia, com base em supostos estudos chineses, que o vírus não era transmissível entre humanos. Semanas após isso, a mesma OMS, agora com base em estudos liderados principalmente pelo Professor Neil Ferguson do Imperial College London, defendeu a tese do isolamento social como forma de achatar a curva de propagação, para que os sistemas de saúde pudessem suportar a demanda que viria.
A premissa científica que sustenta a teoria do isolamento social é a de que se as pessoas não tem contato umas com as outras, elas não contraem o vírus e não o propagam; se isso não ocorre, menos pessoas recorrem ao sistema de saúde; se menos pessoas recorrem ao sistema de saúde, esse sistema corre menos risco de colapsar, já que é limitado; se ele (sistema de saúde), por ventura (ou esforço social) não colapsar, mais vidas terão chance de sobrevivência, já que não existe vacina ou cura para o vírus chinês.
Ora, fica claro que a premissa é a manutenção de vidas humanas, um princípio muito nobre. Todavia, é sabido que “o homem é um ser político” (Aristóteles), portanto, depende da vida em sociedade para sua sobrevivência e status de ser humano.
A economia por sua vez também é um fenômeno natural da vida em sociedade, sendo observada empiricamente nas relações humanas de interesses e trocas de bens e serviços, ou seja, vida e economia não é uma solução heterogênea.
Estudos científicos como Honer e Millet (2019) mostram que para cada 1% de aumento na taxa de desemprego, há um aumento na taxa de mortalidade de 0,5%. No ultimo dia 13 o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também alertou os lideres mundiais, com base em projeções científicas publicadas na revista Lancet Global Health, que o lockdown pode matar mais que o vírus, prevendo 1,2 milhão de crianças mortas em função da medida.
Isso não sendo o suficiente, na semana passada o Prefeito de Nova Iorque se disse impressionado com o novo dado de que 66% dos novos infectados estavam isolados em suas casas. E, para completar, nessa semana foi divulgado um estudo do governo espanhol feito com 60.000 pessoas, que mostrou que os trabalhadores ativos (aqueles que exercem uma profissão essencial e que por isso continuaram a sair de casa) estavam menos contaminados pelo vírus do que os que em casa permaneceram.
Até mesmo a própria OMS reconheceu no último mês que o lockdown pode não ser eficiente para aqueles que precisam sair de casa todos os dias para sobreviver, isso quando tem casa para morar. Mas, cabe esclarecer que estes cidadãos que saem de suas casas para se alimentar e sobreviver, dependem da venda de produtos e prestação de serviços àqueles que estão sendo compelidos a ficarem em sua casas por um bem maior.
Além de todas essas observações pertinentes ao debate, no que diz respeito às soluções humanas para o problema, resta comentar com ligeireza sobre o fármaco Hidroxicloroquina.
A hidroxicloroquina é um remédio mundialmente conhecido na prevenção e tratamento da malária e doenças reumatológicas. Mas ficou famosa por seus resultados no combate ao coronavírus. O francês Professor Doutor Didier Raoult, um dos, senão o primeiro a sugerir a administração do protocolo hidroxicloroquina + azitromicina para combater a COVID-19, tem apresentado excelentes resultados quando o protocolo é utilizado no paciente que apresenta um quadro inicial e na dosagem correta. Cerca de 75% dos seus pacientes, após seis dias, não portavam mais o vírus após o tratamento; enquanto 90% daqueles que não receberam o tratamento ainda eram positivos. O Doutor Vladimir Zelenko também alega ter obtido sucesso com o HCQ+AZI, dessa vez de 99% em tratamento realizado com 700 pacientes, entre tantos outros casos de sucesso, como por exemplo, os estudos patrocinados pela Prevent Senior.
Estranhamente, grande parte dos órgãos de mídia, assim como muitos “cientistas”, tem tentado desqualificar o uso do protocolo alegando que seria ineficaz, e que poderia agravar o quadro dos pacientes. Mas, todos os estudos apresentados nesse sentido não respeitam o protocolo, pois, ou não usam a azitromicina em conjunto com a hidroxicloroquina, e/ou são utilizados como amostra apenas pacientes com sintomas graves, e/ou o protocolo é administrado em dosagens superiores às recomendas, vide caso Amazônia. Mesmo assim, a esmagadora maioria dos médicos guardam esses medicamentos, caso sejam acometidos pela doença, tendo muitos deles se curado dessa maneira.
Portanto, trata-se o isolamento social como consenso científico absoluto, mas a verdade é que não há rigor científico aceitável, como vimos acima, enquanto exigi-o em seu máximo grau na aplicação do protocolo HCQ+AZI, que na falta de vacina testadas com rigor e preciosismo acadêmico poderia estar salvando outras incontáveis vidas, como já vem sendo feito.
A única conclusão que nos é permitida com as informações que temos acesso até então é a de que estamos sendo enganados pelos “utopistas soviéticos de Harvard”, como diria Nassim Taleb. Sendo isso, somente possível graças ao afastamento do homem moderno de sua relação com Deus, e que agora só tem fé na Ciência.

“Aqui estava uma solução definitiva para o problema da saúde pública: uma raça superior de super-humanos, produzida para resistir aos ataques patógenos. O ponto crucial a observar é que, há cem anos, obras como a de Galton estavam na vanguarda da ciência. O racismo não era uma ideologia reacionária e retrógrada; aqueles que não tinham formação científica a abraçavam com tanto entusiasmo quanto as pessoas hoje em dia aceitam a teoria do aquecimento global causado pelo homem.” – Niall Ferguson

Por: Jason Medeiros,
Jason de Almeida Barroso Medeiros, 26 anos, bacharelando em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco; Aspirante-à-Oficial da Reserva pelo CPOR/R, entusiasta da filosofia política e fundador do perfil @ocontribuinteoriginal no Instagram.

Deixe seu comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com