Acusação

Vídeo da reunião ministerial pode comprometer Bolsonaro

Pessoas que assistiram a gravação afirmam que presidente exigiu troca da superintendência da PF do Rio em “proteção da família”.

Vídeo da reunião ministerial pode comprometer Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro. Foto: Carolina Antunes/PR

Publicado em 13 de maio de 2020 - 11:47

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O conteúdo do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril a qual o então ministro Sergio Moro esteve presente, pode confirmar a veracidade do depoimento do juiz a quem acusa o presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal para “proteger os filhos”.

O mandatário teria dito na reunião, que, caso não fosse possível fazer a troca na superintendência da PF no Rio de Janeiro, iria trocar o diretor-geral da corporação e o próprio Sergio Moro do Ministério da Justiça.

Ainda segundo relatos, Bolsonaro aparece no vídeo alegando que sua família está “sendo perseguida” e depois, chama a PF de “segurança do Rio”.

Ontem (12), o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a autorização das partes envolvidas para a divulgação em partes ou integral da gravação. Bolsonaro e Sergio Moro concederam a permissão.

“Vão cair do cavalo”

Na manhã de hoje (13), Bolsonaro falou sobre o conteúdo do vídeo. Segundo ele, não a nada que o incrimine, pois ele não falou em Polícia Federal. Ao deixar o Palácio do Planalto, o presidente respondeu aos jornalistas dizendo que “vão cair do cavalo”.

“Vão cair do cavalo sobre o vídeo. Eu não falo em Polícia Federal. Não existe a palavra ‘Polícia Federal’ em todo o vídeo. Não existe a palavra ‘superintendência’ e ‘investigação’ sobre meus filhos”, alegou o mandatário.

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