Investigação

PSOL pede ao MPPE para que Clarissa Tércio seja investigada por distribuição de cloroquina

A ex-candidata ao Governo do Estado, Dani Portela (PSOL), protocolou denúncia no Ministério Público de Pernambuco, na ouvidoria do CREMEPE e na comissão de saúde da OAB-PE.

PSOL pede ao MPPE para que Clarissa Tércio seja investigada por distribuição de cloroquina

Dani Portela e a deputada Clarissa Tércio/ Foto: Montagem/ Divulgação/ Alepe

Publicado em 13 de maio de 2020 - 14:56

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O PSOL, através da advogada Dani Portela, protocolou denúncia no Ministério Público de Pernambuco, na ouvidoria do CREMEPE e na comissão de saúde da OAB-PE pedindo que fosse investigada a caravana chamada de “Doutores da Verdade”.

A caravana tem relação com a deputada estadual Clarissa Tércio com a promoção do uso do remédio “hidroxicloroquina” e percorre bairros da periferia da Região Metropolitana do Recife e tem realizado a distribuição da medicação às pessoas que estão com sintomas da COVID-19.

As ações da caravana são divulgadas amplamente pela deputada estadual Clarissa Tércio, em seus perfis nas redes sociais, onde anunciou a doação de parte do seu salário para a aquisição desse medicamento.

Dani também afirmou que essa divulgação feita pelos “Doutores da verdade” e pela Clarissa Tércio precisa ser investigada pelos órgãos competentes, para averiguar se se encaixam nas diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde).

“A divulgação feita por médicos e por uma pessoa pública, sem que a eficácia do remédio tenha sido confirmada, pode dar uma falsa impressão de segurança, o que pode ser um risco para a população, pois serve de estímulo para o relaxamento das medidas de prevenção à doença. Além da propaganda explicita do remédio como a solução para a cura da COVID 19, não há nenhuma atenção para a série de efeitos colaterais que podem ser causados pelo uso do medicamento”, cita.

“Estamos diante do maior desafio que a nossa cidade do Recife já teve na sua história. A divulgação de informações, quaisquer que sejam elas, relativas à pandemia, só podem ser feitas seguindo a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS, inclusive, não indicou até o momento o tratamento da COVID-19 com a Hidroxicloroquina”, afirmou.

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