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Governadores de 13 estados não vão seguir novas diretrizes sobre serviços essenciais

O governo federal editou o decretou e incluiu academias e salões de beleza e barbearias na lista de serviços essenciais durante a pandemia.

Governadores de 13 estados não vão seguir novas diretrizes sobre serviços essenciais

Nelson Teich só soube da alteração do decreto de surpresa. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 12 de maio de 2020 - 13:20

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Os governos de 12 estados mais o Distrito Federal anunciaram que não vão seguir as diretrizes decretadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a lista de serviços essenciais durante a pandemia. Nesta segunda-feira (11), Bolsonaro editou o decreto e incluiu salões de beleza, barbearias e academias de esporte na lista. A decisão foi publicada em edição extra no Diário Oficial da União.

De acordo com informações do G1, governadores de Alagoas, Pernambuco, Ceará, Pará, Goiás, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Bahia e Distrito Federal, confirmaram que manterão os estabelecimentos fechados em combate à Covid-19.

No Rio Grande do Norte, salões de beleza e barbearias já estavam em funcionamento antes do decreto do presidente, mas não serão abertas as academias de esporte.

Alguns governadores foram às redes sociais para reforçar que manterão as normas impostas pelos próprios estados. O governador do Ceará, Camilo Santana, disse que a decisão do presidente em nada vai alterar o decreto já existente no Ceará.

“Informações que, apesar de o presidente baixar decrescer considerando salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais, esse é o ato que nada altera o atual decreto estadual em vigor no Ceará e deve ser mantido. Entendimento do Supremo Tribunal Federal”, comunicou.

O mesmo fez o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. “Só seguirão funcionando os serviços realmente essenciais, garantindo acesso a alimentos e medicamentos”, pronunciou.

A decisão, no entanto, pegou o ministro da Saúde, Nelson Teich de surpresa. Ele ficou sabendo da alteração no decreto durante uma coletiva de imprensa.

“O que eu acho hoje é o seguinte: se você criar um fluxo que impeça que as pessoas se contaminem, e se você criar condições e pré-requisitos para que você não exponha as pessoas ao risco de contaminação, você pode trabalhar retorno de alguma coisa. Agora, tratar isso como essencial é um passo inicial, que foi uma decisão do presidente, que ele decidiu isso aí. Saiu hoje isso? Decisão de?”, ponderou Teich.

 

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