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Liderança na Política e no Mundo Corporativo em tempos de Pandemia

Quem detém poder sobre a economia está envolto em multiformes responsabilidades. Boas ideias precisam ser geradas. Também é preciso saber como, quando e onde implementá-las.

Liderança na Política e no Mundo Corporativo em tempos de Pandemia

Publicado em 6 de maio de 2020 - 02:52

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Atualmente o vocábulo “coronavírus” aparece em todos os destaques midiáticos possíveis. Essa é uma das razões pelas quais faltou a muitos a adequada reflexão sobre nosso recente feriado: o Dia do Trabalhador. E o que dizer do Trabalho durante e depois da pandemia da Covid-19?

Imagino o quanto gestores públicos e privados tem se debruçado sobre tal questão. Há quem demonize a classe política por achar que ela só pensa no oportunismo potencial que gera o enriquecimento ilícito. Muitos entre nós também que julgam todo o empresariado com igual desconfiança.

Mas todos aqueles que detém poder de decisão sobre a economia em 2020 estão envoltos em multiformes responsabilidades. Mais do que nunca, as boas ideias precisam ser geradas. E não só isso: é preciso saber como, quando e onde implementá-las para maximizar os benefícios para todos os envolvidos.

Algumas formas de governar já mostram a tendência para criar uma implosão econômica em cidades mundo afora. Da mesma forma, pequenos e grandes empreendimentos estão fechando as portas devido à precipitação e à ingenuidade de seus líderes.

Contudo, boas notícias, aos poucos, também aparecem no horizonte. Protagonismos políticos inteligentes e bem assessorados estão em curso no Brasil e no mundo. De igual forma, líderes corporativos tem investido em opções criativas para não perder seus funcionários.

No entanto, as dificuldades são grandes, tanto na política quanto na economia. Não se sabe tudo sobre o que o amanhã trará. Mas ainda existem indivíduos que, ao invés de só esperar o novo dia chegar, desejam criá-lo.

Há pessoas cujo senso de responsabilidade com os outros agrega uma ambição de marcar a área em que atuam. Isso ainda existe. Apesar dessa postura ser caracterizada por adjetivos diversos, prefiro chamá-la assim: senso de dever.

Esse é um tipo de sentimento que “dorme e acorda” com alguém. Sua intensidade pode oscilar um dia ou outro, mas tal senso não abandona totalmente a pessoa em questão.

Existem políticos, donos de indústria, servidores públicos, trabalhadores domésticos e todo tipo de profissionais com senso de dever. Inclusive, o mundo não entrou em colapso porque muitos desses trabalhadores estão envolvidos em serviços essenciais nessa quarentena.

O mundo deveria ter feito a maior reflexão de todos os tempos sobre a importância do Dia do Trabalhador em 2020. Todavia creio que isso apenas ocorrerá em forma de retrospectiva no ano que vem.

Essa reflexão, a meu ver, não seria feita de gente reclamando de desvalorização salarial ou de perda de benefícios de categorias profissionais. Vi isso acontecer em algumas formas de diálogo, mas penso que este tipo de conclusão não é o ponto principal. Certamente questões como essas têm sua importância.

Mas: capacidade de sobrevivência na crise, cooperação mútua entre áreas profissionais diversas e estratégias que dificultam o desemprego no quadro de pessoal – são o ponto.

Trabalhadores e trabalhadoras do mundo não puderam festejar como queriam o primeiro de maio de 2020. Mas eles deveriam ter escutado, em todas as plataformas de comunicação, o quanto essa data é importante, especialmente diante da guerra contra o novo coronavírus.

Eles também deveriam ter tido um dia de esperança. Há muita gente lutando para manter os empregos deles. Talvez apenas daqui a um ano a maioria das pessoas tenha provas mais objetivas de tal realidade.

Talvez ainda levemos um tempo para viver além do pavor de sermos infectados pela Covid-19. Torço para que o mundo aprenda (ou reaprenda?) a enxergar as boas coisas que acontecem ao nosso redor.

Torço para que o Coronavírus não seja, por muito tempo, fator determinante em nosso humor e nossas decisões. Tomara que a humanidade não perca a capacidade de enxergar a Esperança. O Bem ainda pode ser visto nos olhos e nos atos daqueles cujo senso de dever continua trabalhando por nós, e a pleno vapor.

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