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Não saiu de onde a gente mais esperava? Tem jeito!

A pandemia que, com um tsunami, invadiu todas as esferas da vida comum, também pede uma resposta objetiva da nossa espiritualidade.

Foto: Divulgação

Religião e solidariedade sempre tiveram vínculos importantes. Afinal, não há como expressar a fé somente na vertical.

A pandemia que, com um tsunami, invadiu todas as esferas da vida comum, também pede uma resposta objetiva da nossa espiritualidade. Milhares de pares de olhos estão, como nunca, fitos em figuras com liderança em nivel sacerdotal nesse tempo de crise mundial incomum. O fantasma da crise econômica tem apavorado os países por onde o Covid-19 está passando.

Todavia, tenho a impressão que as religiões ainda não perceberam de todo o seu papel frente ao Coronavírus. Infelizmente essas organizações não tem ido muito além do contactar o rebanho por meio de reuniões e conselhos on line.

Essa prática não faz diferença? Longe disso! A angústia psicológica causada pelas informações em torno do novo vírus tem proporções épicas. Estreitar a fraternidade com aqueles que compartilham nosso forma prática de crer em Deus faz bem, especialmente agora. No entanto, essa união entre iguais não pode ficar só nisso.

Essa doença toca tanto na integridade física quanto monetária das pessoas. Seria extraordinário vermos um avivamento sem precedentes da solidariedade humana no Brasil, pelo menos. Isso é diferente do que temos testemunhado.

Não ouvimos sobre templos arrecadando alimentos para, sequer, seus fiéis necessitados. Nem há relatos de que os cabeças de nossas religiões pensam na comida que faltará na mesa dos que serão tragados pela falta de clientes causada pelo isolamento social quanto ao Coronavírus. Mas sobram convocações (e às vezes, quase intimações) para que o devoto não cesse de mandar dinheiro para honrar compromissos de sua entidade religiosa.

Tomara que o tempo em que estamos dê um jeito de envergonhar a consciência dessa casta eclesiástica, por assim dizer. Mas não podemos mais viver esperando por esse dia.

Se você professa uma crença na Luz, no Amor e no Bem, que tal começar a ajudar os domésticos da sua fé? Existe maneira mais nobre e inequívoca de expressar os Verdade que você acredita? Há jeito mais objetivo de mostrar ao seu próximo aquilo que você chama de busca pela evolução?

Se cada leitor desse artigo ajudar a por comida na mesa de pelo menos um irmão de fé, que diferença faremos! Nossa atitude mostrará o amor que pregamos, ao mesmo tempo em que denunciará o tipo de liderança que transforma a religião em culto ao próprio nome.

Sei que parte do que escrevo aqui indignará você. Mas vá além da indignação. Pratique sua fé pelo menos com quem frequenta os mesmos santuários que sua família.

Sabe-se que a generosidade não tem que ser estendida apenas àqueles com quem temos afinidade. Porém, esse artigo sugere um exercício de bondade geograficamente muito próximo, e por isso, bem fácil de aplicar.

Nas próximas semanas o Coronavírus pode até mesmo provocar um caos muito maior sobre nossas vidas e economia. Quem sabe? Mas penso que tipos de solo de tal natureza tem potencial de dar asas à solidariedade, especialmente, a de fundo religioso.

Plante o Amor no Caos. Parece absurdo, mas o solo é muito fértil para o Bem florescer. Não precisamos mais perguntar ao Céu como ajudar alguém. Precisamos, apenas, dar uma olhadinha para quem está semanalmente do nosso lado.

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