Presidente Bolsonaro: “Não condenarei o povo à miséria”

O presidente voltou a pedir o fim do confinamento e disse que a recessão causadas pelo isolamento será pior que o coronavírus.

Fala

Publicado em 26 de março de 2020 - 09:35

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Presidente Bolsonaro em entrevista

Presidente Bolsonaro em entrevista. Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender fim do confinamento em massa na noite desta quarta-feira (25). O presidente usou as redes sociais para condenar o que chamou de demagogia.

“É mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada, do que falar a verdade. Isso custa popularidade. Não estou preocupado com isso! Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem num momento como esse é coisa de covarde! A demagogia acelera o caos”, disse.

Bolsonaro ainda afirmou que está pensando no povo.

“Se estivesse pensando em mim, lavaria as mãos e jogaria para a platéia, como fazem uns. Penso no povo, que logo enfrentará um mal ainda maior do que o vírus se tudo seguir parado. Não condenarei o povo à miséria para receber elogio da mídia ou de quem até ontem assaltava o país”, escreveu.

O presidente destacou o risco que os trabalhadores correm caso continuem em suas casas, dizendo que as empresas “não terão como pagar salários” e que “os servidores deixarão de receber”.

“Quase 40 milhões de trabalhadores autônomos já sentem as consequências de um Brasil parado. Sem produzir, as empresas não terão como pagar salários. Servidores deixarão de receber. Não tem como desassociar emprego de saúde. Chega de demagogia! Não há saúde na miséria”, defendeu.

“Não queremos descaso com a questão da Covid-19. Apenas buscamos a dose adequada para combater esse mal sem causar um ainda maior. Se todos colaborarem, poderemos cuidar e proteger os idosos e demais grupos de risco, manter os cuidados diários de prevenção e o país funcionando. Com muita serenidade, juntos, podemos vencer essa batalha”, concluiu.

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