Bolsonaro pede um voto de confiança da sociedade brasileira, em entrevista a Ratinho

O presidente da república falou da crise do Coronavírus e do respeito que nutre pelas pessoas que o apoiaram no último dia 15.

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Publicado em 21 de março de 2020 - 11:02

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Foto: Isak Nóbrega/PR

O apresentador Ratinho entrevistou ontem (20) o presidente Jair Bolsonaro num programa ao vivo. O que deu o tom da conversa foi o Coronavírus e as implicações da doença no Brasil.

Bolsonaro afirmou que sua missão inicial é debelar o pânico e a histeria causados pela pandemia do Covid-19, e acalmar a população. Para conseguir êxito nesse objetivo o líder da nação alegou que vem implementando importantes ações junto com sua equipe de ministros. Ele também disse: “Eu sou o chefe de Estado, tenho que dar exemplo. Não posso ficar escondido com meu atendimento médico VIP de primeira e deixar a população pra lá. Tenho que, sempre que possível, estar ao lado do povo brasileiro”.

Em outro ponto da conversa com o apresentador do SBT, o Bolsonaro se defendeu das críticas quanto ao encontro que teve com manifestantes no dia 15 desse mês. O político falou: “Eu não convoquei nada para o dia 15. Foi um movimento espontâneo. Fui convencido a desestimular. Eu fui à TV, desaconselhei e falei que deveria ser repensado. O povo foi de qualquer maneira às ruas. A pandemia foi [declarada pela OMS] poucos dias antes, quando o movimento estava a todo vapor (…) O movimento já tinha praticamente acabado em Brasília e eu vim aqui nesse prédio; o povo estava ali fora e eu desci pra ver. Não resisti e apertei a mão deles. Dois dias antes tive uma prova negativa dos meus sintomas. Eu não contaminei ninguém. Poderia até ser contaminado por alguém. No dia 17 fiz mais um exame e deu negativo de novo”.

O presidente da república falou do respeito que nutre pelas pessoas que o apoiaram no último dia 15. Bolsonaro declarou: “Eu tenho que demonstrar que estou junto com o povo brasileiro. E eles me ouvem, grande parte, mas não são meus empregados. Muito pelo contrário, eu que devo lealdado a eles. E esse foi o meu gesto. A intenção não era desafiar ninguém. Desautorizar o ministro [da Saúde] Mandetta, nada disso (…) Nada disso, eu sou aquele general que está na frente de batalha e não na retaguarda”.

Em outro trecho da conversa com Ratinho, Jair Messias Bolsonaro pediu um voto de confiança da sociedade brasileira. Inclusive foi nesse momento que ele chegou a citar um texto bíblico que tem por costume mencionar. “Eu queria dizer a vocês, baseado no livro de João 8:32 [e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará], que agora nós temos um governo que valoriza a família, respeita seus militares, tem lealdade ao seu povo e acredita em Deus. Não perseguimos ninguém, queremos só fazer o melhor para o Brasil. Faço das tripas coração, cobro dos meus ministros, eles interagem comigo. Eles são quase voluntários, tem gente ali que não precisa ser ministro, está com a vida ganha. Até o próprio Paulo Guedes, que tem 70 anos. Estão resistindo porque eu mantive”, declarou Bolsonaro.

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