Sem Censura

Em nota, PM rebate crítica do Juntas: “Não houve censura à musica no Carnaval”

PM disse que “Não houve qualquer censura”, pois “essa não é uma prerrogativa da corporação”, em resposta a titular das Juntas, Jô Cavalcanti.

Em nota, PM rebate crítica do Juntas: “Não houve censura à musica no Carnaval”

Jô Cavalcanti é a titular do mandato coletivo das Juntas/ Foto: Nando Chiappetta

Publicado em 3 de março de 2020 - 16:41

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Jô Cavalcanti é a titular do mandato coletivo das Juntas/ Foto: Nando Chiappetta

A Polícia Militar de Pernambuco disse em nota, que em nenhum momento, fez alguma ação visando censurar ou coibir a liberdade de expressão de três bandas incluídas na programação do Carnaval 2020 do Recife. Os artistas acusaram a PM de proibir tocar uma música de Chico Science.

Com isso, a titular do mandato coletivo Juntas (PSOL), a deputada Jô Cavalcanti pediu, na sessão desta segunda-feira (2), esclarecimentos à Polícia Militar sobre atos de censura durante o Carnaval. Ela chamou atenção, principalmente, para casos de policiais que ameaçaram encerrar shows de bandas que tocavam músicas do compositor Chico Science.

Veja a nota oficial da PMPE:

“A Polícia Militar de Pernambuco reafirma que não adotou, em nenhum momento, ação visando censurar ou coibir a liberdade de expressão de três bandas incluídas na programação do Carnaval 2020 do Recife.

Não houve qualquer censura – até porque essa não é uma prerrogativa da corporação – a uma música de Chico Science, com mais de 25 anos de existência e consolidação na cultura popular pernambucana.

Em seu dia a dia, a instituição lida com naturalidade em relação a críticas, protestos e outras manifestações, assim como também recebe o apoio e o incentivo de parte significativa da população.

Faz parte da democracia, da qual a Polícia Militar, assim como as demais operativas de segurança, é um dos maiores alicerces.

É preciso salientar que os três shows em questão, nos polos Várzea, Lagoa do Araçá e Recife Antigo, transcorreram até o final, sem interferência policial e sem qualquer prejuízo para os artistas ou para o público.

Também vale esclarecer que, assim como em todos os anos (para o Carnaval, São João e outras festividades do calendário cultural), existe um planejamento prévio de duração das apresentações, feito em parceria entre as operativas de segurança pública, prefeituras e produtores.

Esses horários podem ser ajustados ou estendidos, em comum acordo, a depender da necessidade e peculiaridade de cada evento. E isso ocorreu, por exemplo, no polo da Lagoa do Araçá, devido ao atraso da última atração escalada.

Essa programação visa a garantia da segurança, tranquilidade, prestação de serviços públicos e também o respeito ao sossego da população moradora de áreas circunvizinhas aos palcos e locais de shows.”

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