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Grupo CBA compra fábrica em Itapissuma para expansão de negócios em Pernambuco

Conclusão da compra e do controle da unidade em Pernambuco aconteceu no início do mês.

Grupo CBA compra fábrica em Itapissuma para expansão de negócios em Pernambuco

Foto: Lacerda Estúdio/Divulgação

Publicado em 2 de março de 2020 - 12:41

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A fábrica da Arconic em Itapissuma se tornou parte estratégica do planejamento de expansão da Companhia Brasileira de Aluminio (CBA), que busca uma posição mais competitiva no mercado do alumínio. A conclusão da compra e do controle da unidade em Pernambuco aconteceu no início do mês, uma transação que recebeu investimentos na ordem de 50 milhões de dólares.

Dentro da estratégia adotada pela CBA houve a separação da Votorantim Metais em 2016 e a empresa foi dividida em três negócios com objetivo de apurar o melhor de cada negócio para maximizar as oportunidades dentro da empresa. “Um negócio é o de energia, outro de divisão de aluminínio primário e o terceiro de transformados.

Em 2018, houve uma revisão da estratégia de transformados para atender ao mercado de embalagens, queremos ser os melhores fornecedores das américas, e também uma estratégia no segmento de transporte automotivo, para ser referência na América do Sul”, explica Fernando Varella, diretor do Negócio Transformados.

“Nada melhor do que aproveitar uma fábrica que já está funcionando. A gente quer aumentar a participação no mercado brasileiro, temos muitas oportunidades. O país é muito grande e uma planta localizada no Nordeste facilita a comercialização e distribuição de produtos na região. Temos uma fábrica em São Paulo e um Centro de Distribuição no Sul. Então, além da fábrica, podemos também ter um Centro de Distribuição aqui para estar mais próximo dos clientes do Norte e Nordeste”, comenta.

Pernambuco ainda se mostra uma localização estratégica por outras questões. A primeira é que hoje cerca de 30% dos transformados da CBA são exportados e o Porto de Suape pode ser usado para diversificar a logística da exportação. “Além disso, entre os segmentos que trabalhamos, a gente produz folhas para o mercado automotivo. E a Jeep tem uma planta no estado que faz os carros mais importantes e, sem dúvida, temos como foco fornecer diretamente para ela”, acrescenta.

Nos primeiros 100 dias da aquisição será feita a integração dos negócios e depois disso serão avaliados os próximos passos em relação aos investimentos. “Pretendemos captar as sinergias que foram identificadas no momento da aquisição e depois planejar as necessidades de investimentos e ampliação para que essa unidade tenha capacidade de fornecer produtos de altíssima qualidade. Ainda não sabemos de quanto serão os aportes, mas queremos investir em automação, fazer dela uma indústria 4.0”, ressalta Fernando Varella.

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