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Deputados impedem que presos paguem despesas pelo uso de tornozeleira eletrônica

Os deputados estaduais Isaltino Nascimento (PSB), João Paulo (PC do B) e Jô Cavalcanti, das Juntas (PSOL), não aprovam que os presos ou apenados sejam cobrados pelo uso do equipamento.

Presos, Deputados impedem que presos paguem despesas pelo uso de tornozeleira eletrônica
Foto: Montagem/Portal de Prefeitura

A proposta que cobra de presos ou apenados do Sistema Prisional de Pernambuco pelo uso de tornozeleira eletrônica foi rejeitada pela Comissão de Cidadania da Alepe, na reunião realizada nesta segunda (2). A medida constava do  substitutivo do colegiado de Administração Pública, apresentado em novembro do ano passado. A proposição reuniu os Projetos de Lei 394/2019 e 439/2019, que tratavam do mesmo tema e são de autoria dos deputados Gustavo Gouveia (DEM) e Delegado Erick Lessa (PP), respectivamente. Apesar de ter recebido parecer contrário, ainda assim, a iniciativa segue para o Plenário por já ter sido aprovada na Comissão de Justiça.

Conforme o substitutivo, os apenados devem ressarcir o Estado das despesas realizadas com a utilização e manutenção do equipamento de rastreamento eletrônico. Caso não tenham esses recursos, o ressarcimento poderia vir em forma trabalho, conforme prevê o Artigo 29 da Lei de Execuções Penais. Com relação aos presos provisórios, caso haja absolvição ao final do processo, o valor pago pela manutenção das tornozeleiras teria que ser devolvido pelo Estado. 

O relator da matéria na Comissão de Cidadania, deputado Isaltino Nascimento (PSB), argumentou que a cobrança poderia dificultar a liberdade provisória dos presos de baixa renda e penalizar as famílias dessas pessoas, que terminariam arcando com as dívidas. “Ainda pode-se abrir um precedente para a cobrança de outros itens que também devem ser providos pelo Estado. Na prática, esse é um projeto racista e preconceituoso contra os pobres e negros, que representam a maioria dos presos.”

Além do voto contrário de Nascimento, a proposta foi rejeitada pelo deputado João Paulo (PCdoB), mas recebeu aval da deputada Clarissa Tércio (PSC). Com a maioria garantida, a presidência da Comissão, ocupada pela deputada Jô Cavalcanti, das Juntas (PSOL), apenas apontou a rejeição pela maioria dos presentes. O mandato coletivo representado pela psolista já havia se colocado contra o projeto em audiência pública realizada em novembro do ano passado. 

Da redação do Portal com informações da Alepe

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