José Dirceu: “Já estamos sob ameaça de uma nova ditadura militar e só não vê quem não quer”

Ex-ministro escreveu texto em sua coluna desta terça-feira (18) no site Metrópoles.

Ameaça

Publicado em 18 de fevereiro de 2020 - 11:53

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro José Dirceu afirmou em sua coluna no site Metrópoles desta terça-feira (18) com o título “Bolsonaro está batendo às portas de uma nova ditadura”, no qual o ex-ministro fala de que “a gravidade da situação política do país está escancarada”.

De acordo com o ex-ministro, “fatos como a execução, comandada por Ronnie Lessa, da vereadora Marielle Franco e, agora, no outro polo, a queima de arquivo com a execução do outro suspeito de envolvimento no assassinato, chefe dos milicianos, Adriano da Nóbrega, ambos com ligações mais do que provadas com a família do presidente, só comprovam a que ponto chegamos”.

“Não se trata mais do risco do autoritarismo, mas da face oculta de todas as ditaduras, a violência acobertada pelo Estado ou por ele promovida. As impressões digitais são a prova que vivemos de novo às portas de uma nova ditadura. Aos poucos, vamos nos dando conta como nos custará caro ter anistiado os crimes da ditadura”, complementa.

Dirceu ainda afirmou que a “militarização do governo Bolsonaro com as últimas indicações para a Casa Civil e a Secretaria de Assuntos Estratégicos tem raízes em nossa história recente e no passado”.

“Apesar do comando civil do Ministério da Defesa, ao qual estão subordinados os ministérios militares, nunca o poder civil decidiu a política militar no Brasil e jamais eles, os militares, aceitaram o presidente da República como comandante em chefe das Forças Armadas”, diz.

José Dirceu foi ministro da Casa Civil no Governo Lula entre 2003-2005 , pedindo demissão do ministério em 16 de junho de 2005, após acusação de corrupção. Em 8 de março de 2017, foi condenado a 11 anos e três meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A soma das condenações no esquema de corrupção da Petrobras, investigados pela Operação Lava Jato chegam a 31 anos.

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