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Voz que liberou entrada de suspeito de matar Marielle é de outro porteiro, diz jornal

Em um relatório da perícia, assinado por seis peritos, consta que o áudio da portaria não sofreu qualquer tipo de edição e que não foi o porteiro que citou Bolsonaro que permitiu a entrada.

Liberação, Voz que liberou entrada de suspeito de matar Marielle é de outro porteiro, diz jornal
Foto: Reprodução/Google Street View

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu em perícia que a voz do porteiro que liberou a entrada do ex-policial militar Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes, não é do profissional que citou o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as investigações. As informações são do jornal O Globo.

O relatório da perícia é assinado por seis peritos e nele consta que a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no condomínio foi o policial reformado Ronnie Lessa e que o áudio da portaria não sofreu qualquer tipo de edição. Lessa e Queiroz estão presos desde março de 2019 sob acusação de terem assassinado Marielle e seu motorista, Anderson Gomes.

Esse áudio, que foi entregue às autoridades pelo síndico do condomínio, é o mesmo que foi divulgado pelo filho presidente e vereador Carlos Bolsonaro (PSC). Nele, uma voz anuncia a Ronnie a chegada de Élcio ao condomínio.

O caso aconteceu quando em 29 de outubro de 2019, o Jornal Nacional da Rede Globo, exibiu uma reportagem em que foi dito que um dos porteiros do condomínio em que mora Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à polícia que Élcio Queiroz entrou no condomínio dizendo que iria para casa 58 que pertence ao presidente Jair Bolsonaro e que ele teria autorizado sua entrada. Mas, foi confirmado que o, até então, deputado estava na Câmara dos Deputados, em Brasília.

No dia seguinte, o Ministério Público do Rio afirmou que o porteiro mentiu no depoimento.

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