Recusa

Denúncia contra jornalista Glenn Greenwald é rejeitada pela justiça

Glenn é responsável pelo site The Intercept Brasil, que vem publicando o conteúdo das conversas privadas do ministro Sergio Moro.

Denúncia contra jornalista Glenn Greenwald é rejeitada pela justiça

Foto-Lula Marques

Publicado em 7 de fevereiro de 2020 - 10:32

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O juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o jornalista Glenn Greenwald pelos crimes de associação criminosa e interceptação telefônica.

Glenn é responsável pelo site The Intercept Brasil, que vem publicando o conteúdo das conversas privadas de procuradores da Operação Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro. Segundo o magistrado, o jornalista estava amparado por uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que impediu que ele fosse investigado.

Na mesma denúncia, o magistrado aceitou parcialmente a acusação feita no mês passado pelo Ministério Público Federal (MPF) contra seis investigados na Operação Spoofing pela invasão de celulares de autoridades. Com a decisão, todos passaram à condição de réus no processo.

De acordo com a denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, Greenwald teria orientado as atividades criminosas do grupo. No entanto, o jornalista não chegou a ser investigado pela Polícia Federal.

Uma liminar concedida em agosto do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes determinou que Greenwald não fosse investigado ou responsabilizado por receber, obter ou publicar informações de interesse jornalístico.

O procurador Divino de Oliveira ressalta na denúncia que, em respeito a tal decisão, não houve investigação contra Greenwald, mas que ainda assim resolveu denunciá-lo, após ter sido encontrado em um computador na casa de Luiz Henrique Molição, acusado de ser um dos hackers de celulares de autoridades, um áudio em que o jornalista orienta a destruição de mensagens.

Além de Greenwald e Molição, foram denunciados: Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos, apontados como mentores e líderes do grupo; Danilo Cristiano Marques, acusado de ser testa de ferro de Delgatti na obtenção de materiais para o cometimento dos crimes; o programador Gustavo Henrique Elias Santos, acusado de ter desenvolvido as técnicas para a invasão dos celulares de autoridades; e Suelen Oliveira, esposa de Gustavo, apontada como laranja.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil.

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