Antigas diferenças políticas expõe guerra da família Campos-Arraes

O deputado federal João Campos assumiu o papel de ‘ovelha negra’ da família ao criticar tio em Brasília.

Crise

Publicado em 20 de janeiro de 2020 - 11:47

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Foto: Divulgação/ Montagem Portal de Prefeitura

Uma crise interna existente na família Campos-Arraes, veio a público após o deputado federal João Campos (PSB), o caçula da família, atacar o tio e advogado Antônio Campos, atual presidente Fundação Joaquim Nabuco, em dezembro passado, em plena Câmara dos Deputados.

O parlamentar, durante uma reunião da Comissão de Educação, foi lembrado pelo ministro Abraham Weintraub. O ministro insinuou que Antônio Campos contribui com o governo que João critica, pois é presidente Fundaj. “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”, retrucou o deputado, se referindo ao tio.

A resposta veio em seguida. A mãe de Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes comprou a briga do filho e repreendeu o neto publicamente. Disse ter ficado “entristecida” e “indignada” com a “má educação” e com a “prepotência” do neto, com quem parou de falar.

O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, tentou atuar como uma espécie de bombeiro. Amigo de Ana Arraes e também pernambucano, Múcio disse a Antonio e a João Campos, em conversas separadas, que era melhor serenar os ânimos porque em briga de família não há vencedores. Todos perdem, concluiu. Os conselhos, porém, não adiantaram.

No rodízio do tribunal, Ana substituirá Múcio na presidência da Corte, no próximo ano. Antes mesmo de a mãe tomar partido no conflito, Antônio Campos havia soltado uma nota por meio da qual acusava o sobrinho de ter sido “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht”.

Antônio disse, ainda, que Pernambuco precisava conhecer o “lado obscuro” do sobrinho e da viúva de Eduardo, Renata Campos.

Antônio admitiu que a confusão não é boa para a família, mas continuou com as críticas contra o sobrinho. “Ele quis se mostrar para a sua nova namorada, a deputada Tabata Amaral”, disse o tio. “Foi um ataque gratuito porque estava fora do contexto. Fui o homem que mais defendeu o pai dele, inclusive no complexo caso dos precatórios, em que Eduardo teve denúncia rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. E, hoje, eu o vejo abraçado e defendendo vários que chamavam o pai dele de ladrão. Não consigo entender.”

O PSB de João Campos atua no espectro da esquerda. Antônio, por sua vez, é crítico dos petistas e de alianças com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vejo o governo Bolsonaro saneando muita coisa errada feita na era PT. O Brasil precisava virar essa página, que a coragem de Bolsonaro tem realizado. Tenho mais convergências do que divergências com o presidente”, disse o advogado.

Políticos próximos de João Campos admitem que os dois lados da família saem perdendo com a briga, mas contam que as divergências são antigas. Tonca não tem boa relação com o núcleo de Eduardo desde antes de 2014. Mas, como o ex-governador emprestava sua habilidade política para apaziguar os ânimos. O clã permanecia unido.

O que não era tão ruim piorou em 2016, quando Antônio quis disputar a prefeitura de Olinda. Perdeu no segundo turno e se queixou da falta de apoio do PSB, além da suposta influência da viúva Renata contra ele.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estado de S. Paulo

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