“Não aceitaremos ameaças nem intimidações”, diz Paulo Câmara

O governador criticou a nota da Urbana-PE

Nota

Publicado em 18 de janeiro de 2020 - 15:20

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Foto: Reprodução

Em nota divulgada nesta sexta-feira (18), o governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara disse não ter achado estranho a Urbana-PE querer aumentar o preço das passagem. Não aceitaremos ameaças nem intimidações de qualquer grupo ou segmento, principalmente daqueles que recebem subsídios públicos sem contrapartidas na qualidade do serviço, disse. O aumento da passagem foi revogado pelo mandatário.

Confira a Nota: 

“Não causou estranheza ao Governo de Pernambuco a nota divulgada pela Urbana-PE. O foco em aumento de tarifa e a ausência de priorização na melhoria do transporte vêm se repetindo há anos por parte do setor empresarial. 

Não há qualquer dúvida de que o Sistema de Transporte Público da Região Metropolitana do Recife precisa de um conjunto de medidas para atender com dignidade seus usuários. O Governo do Estado vai fazer a sua parte e vai cobrar dos empresários também. 

Na perseguição dessa meta, a gestão estadual irá mobilizar todos os recursos materiais, humanos e legais de suas secretarias e demais órgãos. Esse é um compromisso do Governo com os quase dois milhões de pessoas que utilizam diariamente o sistema. 

Não aceitaremos ameaças nem intimidações de qualquer grupo ou segmento, principalmente daqueles que recebem subsídios públicos sem contrapartidas na qualidade do serviço. A caminhada rumo a um novo momento no transporte público em Pernambuco começou e avançará.”

Nota da Urbana:

“A Urbana-PE recebeu com surpresa e indignação a notícia de que o Governo do Estado decidiu não promover a recomposição tarifária do serviço de transporte público por ônibus na Região Metropolitana do Recife em 2020. O equilíbrio econômico-financeiro do sistema de transporte público deve ser tratado com a sensatez e seriedade que merecem os serviços essenciais à sociedade. Uma política de custeio adequada é fundamental para que sejam alcançados os avanços concretos desejados na qualidade do serviço e entendemos que a tarifa não pode limitar a melhoria do sistema de transporte público. Porém, alertamos que no formato atual de nanciamento do STPP/RMR, desconsiderar os reais custos da operação implicará no sucateamento, ou até colapso, do serviço. Reiteramos que os principais custos do setor apresentaram, ao longo do último ano, incrementos significativos bem acima da inação e que a demanda continua com tendência de queda, conforme conhecimento do órgão gestor e ampla divulgação.  

O setor aguarda o plano de investimentos mencionado pelo Governo do Estado com a expectativa de que sejam implementadas medidas concretas para solucionar os problemas estruturais do STPP/RMR, incluindo a adoção de critérios objetivos e técnicos para revisão dos custos e do modelo de financiamento do sistema. O setor vê com preocupação o congelamento da tarifa e reforça que continuará na busca por alternativas que venham a garantir a continuidade da prestação do serviço.” 

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