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Gilmar Mendes: “Tirar Moro da Lava Jato foi bom para o Brasil”

O magistrado declarou que o presidente Jair Bolsonaro diminuiu a cobertura midiática da operação e estabilizou as instituições ao tirar Moro da Lava Jato.

Gilmar Mendes: “Tirar Moro da Lava Jato foi bom para o Brasil”

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Publicado em 13 de janeiro de 2020 - 11:07

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Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse que a nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública foi “positiva para o Brasil”, em entrevista concedida ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360.

“Uma contribuição importante […] que o governo brasileiro deu ao sistema político institucional brasileiro foi ter tirado Moro da Lava Jato. Eu não sei se foi uma boa opção para o juiz Moro”, afirmou o ministro.

Ao ser questionado sobre uma possível indicação de Moro ao Supremo Tribunal Federal, Gilmar não quis opinar. Também negou-se a responder se o ministro da AGU (Advocacia Geral da União), André Mendonça, seria um bom nome para substituir Celso de Mello.

Gilmar falou da “responsabilidade imensa” de Bolsonaro e do futuro ministro, já que Celso é o decano (integrante mais antigo) da Corte. Ele destacou o trabalho de 30 anos do colega no STF, que teria ajudado a construir uma “jurisprudência responsável e garantista em todos os setores”.

Celso de Mello completa 75 anos em novembro de 2020. É a idade da aposentadoria compulsória de ministros do Supremo Tribunal Federal. Celso foi indicado para a Corte em 1989 pelo então presidente José Sarney. Presidiu o STF de 1997 a 1999.

Bolsonaro já sinalizou que deve indicar um ministro evangélico, como é o caso do advogado-geral da União, André Luiz Mendonça. Segundo o ministro, Bolsonaro fala para 1 público, o que não quer dizer que ele necessariamente fará o que promete.

O ministro do Supremo é contra a nomeação apenas pelo critério da religião. Afirmou que o importante é encontrar alguém “qualificado para a função”, que saiba “ler a Constituição”.

Gilmar citou nomeações feitas durante os governos petistas, dizendo que o partido “trabalhou muito” com a ideia de nomear pessoas simpáticas a algumas causas, como as de negros, gays e mulheres. Disse que isso não é “decisivo”.

O magistrado declarou ainda que Bolsonaro deve ser julgado por suas ações e não pelo seu discurso. “Acho que há um descasamento”, afirmou.

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