ARTIGO

O que é preciso para ser um(a) eleitor(a) consciente?

No próximo ano teremos eleições para a vereança. Muita gente boa estará no meio daqueles que se aferram ao poder como um carrapato se agarra à pele de um cão.

Foto: Divulgação/Internet

Se no passado alguém tivesse dito que um dia eu iria me interessar por política, teria me chocado. Afinal, eu era parecida com a maioria dos adolescentes e jovens brasileiros. Eles pensam que política é a sofisticação do engano alheio, e só.

A impetuosidade juvenil tende a dividir qualquer assunto unicamente em dois polos opostos. É a vida adulta que nos mostra a existência das nuances de cores que existem, digamos assim.

Justamente aqueles com poder real de mudar o futuro são os mais roubados do conhecimento prático da arte de representar o coletivo. Há algo mais inspirador que ascender a alguma posição que conceda poder para mudar o futuro das pessoas?

No próximo ano teremos eleições para a vereança. Muita gente boa estará no meio daqueles que se aferram ao poder como um carrapato se agarra à pele de um cão.

Parece que já ouço marqueteiros e velhos gestores louvando a juventude de alguns nomes como qualidade mor para serem votados. Outros jovens serão instados a apoiar tais candidatos.

A juventude brasileira precisa conhecer o poder que tem portar um título de eleitor. Só que lhes falta a experiência para lidar com a malícia daqueles que sabem seduzir pelo discurso.

Creio que é uma responsabilidade inalienável dos mais velhos o ato de instruir a nova geração. Precisamos mostrar o quanto a política interfere no quotidiano prático de todo mundo.

Penso que criar uma cultura doméstica de ver telejornal instigando nossos familiares a ver a notícia em “3D” é o que os mais novos precisam para começar a se interessar por política. Nós temos o costume de reclamar dos políticos que erram, mas precisamos considerar os que acertam também.

O pessimismo, a tragédia e a corrupção geralmente dão o tom nos programas que reproduzem notícias políticas locais e nacionais. É imperativo que transcendamos isso como cidadãos.

Atualmente existem inúmeras maneiras de ficar atento ao que ocorre quanto a projetos e votações de políticos em praticamente todo o país. Não dá para assimilar tudo a poucos minutos de ir para a cabine de votação. É preciso criar o hábito de se interessar pelo que fazem aqueles políticos com quem nos identificamos. Só assim um futuro bem melhor estará esperando por nós e nossos filhos.

Como se pode ver, não é prudente um jovem odiar a política. Também não temos “matar e morrer” por ela. Sábios se tornam aqueles que se esforçam por entendê-la, mesmo que para isso levemos toda uma vida.

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