Negativo

Vídeo: Flávio Bolsonaro nega ter cometido crimes de “rachadinha” e critica juiz

Ele criticou a atuação do juiz Flávio Itabaiana, responsável pelo caso, e questionou o fato dos promotores não terem denunciado ninguém após dois anos de apuração.

Vídeo: Flávio Bolsonaro nega ter cometido crimes de “rachadinha” e critica juiz

Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Pedro França/Agência Senado

Publicado em 20 de dezembro de 2019 - 12:02

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Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) negou nesta quinta-feira (19) que tenha cometido os crimes investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o senador disse que o magistrado “virou motivo de chacota no Judiciário” fluminense. Também vinculou Itabaiana ao governador Wilson Witzel (PSC), atual rival político, citando o fato de sua filha estar empregada na Secretaria Estadual da Casa Civil.

“Esse juiz que virou motivo de chacota no Judiciário do Rio, que quebrou o sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas com apenas quatro linhas, sem nenhuma fundamentação. Esse juiz que autoriza tudo o que o Ministério Público pede sem sequer ter a preocupação e o cuidado necessário para avaliar o que está sendo pedido”, disse o senador.

“Sabe onde a filha desse juiz trabalha? A Natalia Nicolau? Trabalha com o governador Wilson Witzel. Está lá até hoje. É uma boquinha que parece muito boa, Ministério Público. Até porque eu ouço falar, não sei se é verdade, que ela não aparece muito por lá não”, afirmou Flávio, em referência a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O senador voltou a dizer que o magistrado não é competente para julgar seu caso porque os supostos crimes ocorreram quando ele era deputado federal, o que lhe daria foro privilegiado. O envio da investigação para a primeira instância foi determinado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Não estou aqui pedindo foro privilegiado nenhum, não. Até porque isso está fora da minha escolha. É o que diz a legislação”, declarou o filho do presidente Jair Bolsonaro.

O senador vinculou a operação a uma tentativa de desestabilizar o governo de seu pai. Também fez críticas aos promotores envolvidos no caso.

“Há pessoas que estão mal intencionadas. Estão perseguindo, usando artifícios ilegais que constrangem as pessoas para buscar explicar uma coisa que simplesmente não fiz. Daí a dificuldade de ainda não terem oferecido uma denúncia. Se já tem tudo comprovado, por que ainda não fui denunciado?”, afirmou Flávio.

Flávio também comentou as suspeitas levantadas pelos promotores e afirmou ser comum o uso de dinheiro vivo em compras de lojas como a sua, uma franquia da Kopenhagen.

“É óbvio, energúmenos. É um comércio. As pessoas pagam em dinheiro também. A gente recebe em dinheiro e depois deposita na conta da loja. Qual o problema? O que tem de ilegal nisso?”, afirmou.

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