Abaixo-assinado que pede remoção de filme do porta dos fundos na Netflix ultrapassa 1,5 milhão de assinaturas

Longa-metragem foi lançado no catálogo da Netflix no último dia 3 de dezembro, desde então vem gerando boicotes à empresa.

Netflix

Publicado em 14 de dezembro de 2019

Por

Ver Perfil - Portal de Prefeitura

Reprodução da Internet

O abaixo-assinado foi organizado pelo cerimonialista Alex Brindejoncy no site Charge.org, e pede pela remoção do longa ‘ A Primeira Tentação de Cristo ’ do catálogo da Netflix. A petição online já tem mais de 1,6 milhão de assinaturas, e também pede para que o grupo Porta dos Fundos seja responsabilizado por blasfêmia.

No filme que é dirigido por Rodrigo Van Der Put, Deus (Antonio Tabet), Maria (Evelyn Casto) e José (Rafael Portugal) formam um triângulo amoroso. Jesus Cristo (Gregório Duvivier) é gay, e retorna de uma viagem de 44 dias pelo deserto com o namorado Orlando (Fábio Porchat).

Boicote

Na última semana, um Juiz Federal que também se sentiu ofendido divulgou em seu Instagram que poderá processar a gigante do streaming. A ação pode vir do Magistrado William Douglas, renomado juiz cristão. Em seu Instagram, Douglas afirma que não irá cancelar o serviço, mas que pretende acionar a Justiça contra a empresa: “Escolher a data mais especial dos cristãos para ofendê-los é uma vergonha. Não vou cancelar o Netflix. O que pretendo fazer é, como consumidor, processar a empresa por ofensa ao sentimento religioso”, disse o juiz. O magistrado também orientou que as pessoas que se sentiram ofendidas podem reagir ao conteúdo, com boicotes “diretos e indiretos”.

Douglas finaliza o texto publicado em seu Instagram, incentivando o público que se sentiu ofendido a tomar providências: “Eu já não consumia o “humor” ofensivo do Porta dos Fundos, mas vou ser mais exigente com a questão do boicote indireto. Se o Porta dos Fundos anuncia, também não uso. É isso aí: vamos lutar pelos nossos direitos constitucionais, civis e humanos. Se ofende minha religião ou a de outrem, me ofende também. E vamos usar a lei. Viva o respeito ao próximo”.

A petição

Embora não tenha efeito prático concreto, a petição revela que o descontentamento do público, sobretudo os cristãos, pode atingir a imagem de uma empresa como a Netflix.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com