Recife

Com pior índice de desemprego do País, situação do Grande Recife preocupa deputados

“Em Pernambuco, situação é pior para elas: temos índices de desemprego de 13,4% para homens e de quase 20% para mulheres", declarou Alberto Feitosa

Recife, Com pior índice de desemprego do País, situação do Grande Recife preocupa deputados
Imagem: ALEPE

O índice de desemprego atingiu 18,1% no Grande Recife no terceiro trimestre de 2019 – o maior entre todas as regiões metropolitanas do País no período. O percentual consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral do IBGE, divulgada na terça (19), e representa 595 mil desempregados. O assunto foi tema de pronunciamentos dos deputados William Brigido (REP) e Alberto Feitosa (SD), na Reunião Plenária desta quarta (20).

Em Pernambuco, o índice de desemprego ficou em 15,8% – o terceiro pior do Brasil. A cidade do Recife também teve o pior resultado entre as capitais, com 17,4% de desempregados. Além de destacar esses dados, os parlamentares cobraram ações do Governo Estadual e das prefeituras da região para reverter esse quadro. 

“Integrantes do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife não têm moral para criticar o Governo Federal sobre políticas de emprego. Se eles estão fazendo algo, não estão sendo eficientes”, avaliou William Brigido. “Enquanto isso, a taxa de desemprego caiu em dez dos 27 estados, fato positivo que não foi destacado em meios de comunicação que não economizam críticas ao presidente”, declarou.

O republicano considerou, ainda, que o derramamento de óleo no litoral de Pernambuco não pode ser considerado como justificativa para esses índices de desemprego. “Os trabalhadores do turismo, pescadores e marisqueiras afetados por essa crise ambiental não entram nesses números. Para eles, aliás, o Governo Estadual não fez nada de concreto”,  falou o parlamentar.

Já o deputado Alberto Feitosa destacou o impacto do desemprego sobre a população feminina. “Em Pernambuco, a situação é pior para elas: temos índices de desemprego de 13,4% para homens e de quase 20% para mulheres. O cenário é ainda mais severo para as jovens”, salientou. “Esta Casa, que tem reconhecido o valor das mulheres internamente, precisa fazer um trabalho de cobrança ao Executivo Estadual. Os setores do Governo voltados a empreendedorismo, infraestrutura e desenvolvimento têm que incentivar mais oportunidades para elas.”

O parlamentar ressaltou, também, que as prefeituras devem ter políticas que promovam a geração de empregos para mulheres. “Diante do cenário adverso, elas têm reagido, mas não podem fazer isso sozinhas. Tem que haver o braço amigo do Governo do Estado e das prefeituras, particularmente da prefeitura que pode mais, que é a do Recife”, considerou o deputado do Solidariedade.

Fonte: Alepe

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