Operação da PF mira alvos delatados por Palocci

Segundo delator a Camargo Correia teria pago R$ 50 milhões ao governo federal para anular operação da Polícia Federal

Publicado por: em 7 de novembro de 2019 - 16:45

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Delação

Imagem: pt.org.br

Em 2009 a Polícia Federal deu início à operação Castelo de Areia. A iniciativa, precursora da Lava Jato, investigava corrupção envolvendo agentes públicos e três executivos da empreiteira Camargo Correia.

Essa operação, que se baseava em delação premiada de Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula, gerou um inquérito. Segundo uma nova e recente operação, a Appius, algumas personalidades públicas estariam recebendo propina com o objetivo de prejudicar dados obtidos na Castelo de Areia. No dia de hoje (7), a sexta Vara Federal Criminal de São Paulo emitiu 4 mandados de prisão para coibir essa intenção criminosa dos agentes públicos envolvidos na Castelo de Areia.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo e Fortaleza. Cesar Asfor Rocha, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça teve seu apartamento como alvo de mandado de busca e apreensão.

A operação iniciada em 2009 continha, entre outros dados, indícios de irregularidades ocorridas na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Tais informes foram aproveitadas pela Lava Jato.

Ainda segundo Palocci, a Camargo Correia teria pago cerca de R$ 50 milhões ao PT em 2010. O dinheiro teve dois destinos: abastecer ilegalmente as campanhas eleitorais do partido e conseguir ajuda do governo federal para revogar a Castelo de Areia, que, de fato, anulada pelo Supremo Tribunal Federal em 2011.

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