Artistas reclamam ao STF sobre corte de verbas na Ancine

Cármen Lúcia afirmou que o Supremo não está avaliando censura, e sim, outras questões constitucionais

Publicado por: em 5 de novembro de 2019 - 14:18

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Corte

Foto: Montagem/ Portal de Prefeitura

Artistas criticaram o decreto do presidente Jair Bolsonaro que transferiu o Conselho Superior de Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. Eles também criticaram,o corte de verbas na Agência Nacional de Cinema (Ancine) e protestaram contra a censura.

O conselho foi criado em 2001 e, entre suas atribuições está a de estimular a presença de conteúdo nacional na indústria audiovisual.

“Eu li que este STF, na tarde de hoje, debateria a censura no cinema. Errado. Censura não se debate, censura se combate, porque censura é ausência de liberdades. E democracia não a tolera”, disse Cármen. Ela completou dizendo que o Supremo vai fazer com que a “Constituição prevaleça sobre todas as dificuldades.”

O ator Caio Blat afirmou que diversos filmes estão com a produção cancelada por órgãos públicos devido a motivações políticas e ideológicas. Blat alegou que um de seus filmes foi suspenso em uma mostra da Caixa Cultural no Rio de Janeiro por abordar o regime militar. “Cinco títulos foram cortados da mostra cultural da Caixa. Alguns foram retirados por conta do título, como o “Todo mundo tem problemas sexuais”. Meu filme foi cortado porque termina em 1964.”

“A censura voltou a este país. Todos os dias tem cancelamentos de peças que já estavam marcadas, por conteúdo ideológico, sexual, por conta da diversidade”, completou Caio.

“Precisamos lembrar as pessoas de que a gente vive em um Estado laico? Isso está acontecendo agora”, afirmou a atriz Dira Paes. Ela declarou que motivos religiosos estão sendo usados como argumento para censura. Os participantes reclamam da paralisação da Agência Nacional de Cinema (Ancine), com o corte de verbas.

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