Recife perde para cidades da região metropolitana em índice de gestão financeira

A cidade ocupa a terceira colocação no Estado, a 11ª entre as capitais e a 722ª no ranking de 5.337 municípios que enviaram seus relatórios

Publicado por: em 4 de novembro de 2019 - 14:03

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Índice Recife

 

imagem: Marcos Pastich

No índice que varia de 0 a 1, Recife ocupa a terceira colocação no Estado, com uma nota de 0,6886 que ainda está muito distante do desempenho registrado em 2013, ano em que se iniciou a série histórica do Índice Firjan de Gestão Fiscal. A capital pernambucana ocupa a 11ª posição entre as capitais e a 722ª no ranking de 5.337 municípios que enviaram seus relatórios fiscais à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A gestão fiscal do município do Recife melhorou no ano passado em relação a 2017.

Em 2013, a nota do Recife havia sido de 0,8502, que a colocava entre os 142 municípios do País com a melhor situação fiscal e o primeiro no Estado pelos critérios da Firjan, a nota de 2018 pode ser considerada como medidor de boa gestão. A nota de 2013 ficou acima de 0,8 pontos, o que significaria excelência, condição alcançada por Salvador (0,8621), Rio Branco (0,8450) e Manaus (0,8022) conseguiram atingir. 

No ranking estadual, Goiana e Cabo apresentaram melhores desempenhos. “Por ser capital, Recife tem alta capacidade de gerar receita e arcar com seus custos, e não tem problema de gasto com pessoal também”, afirmou Márcio Felipe Afonso, analista de Estudos Econômicos da Firjan.

O município de Goiana localizado na região metropolitana do Recife, é onde está instalada a fábrica da Jeep, Já o Cabo de Santo Agostinho é beneficiado por metade das indústrias do Complexo Portuário de Suape. O Índice Firjan dá nota à autonomia financeira dos municípios, ao gasto com pessoal, ao investimento e ao nível de liquidez, ou seja, quanto resta em caixa ao final do ano.

Os problemas do Recife estão nos quesitos liquidez e investimento, com notas de 0,5605 e 0,4715, respectivamente. O primeiro mostra que a capital ainda tem dificuldades de fechar o ano com dinheiro em caixa, repassando para o ano seguinte despesas empenhadas, o chamado restos a pagar.

“Apesar da dificuldade, não é um situação crítica, o que significa que o planejamento financeiro compromete o investimento”, comentou o secretário de Finanças do Recife, Ricardo Dantas que falou sobre os critérios utilizados pela Firjan para construir o índice, com relação ao indicador de autonomia, que na sua visão não mede a capacidade dos municípios de gerar suas próprias receitas, pois coloca na avaliação repasses de ICMS, IPVA e ITR, que não são cobrados pelos municípios. “Por isso Goiana e Cabo de Santo Agostinho aparecem na frente do Recife, pois são beneficiados pela política do Estado, que instalou o polo automotivo no primeiro e o Complexo de Suape. Eles deram esse salto por causa do IPM (Índice de Participação dos Municípios), no qual 75% do critério de distribuição é valor agregado medido pelas notas fiscais emitidas pelas empresas que têm sede no município”.

Segundo a prefeitura, o Recife investiu R$ 319,56 milhões em 2018. Na visão do secretário, o índice não reflete a qualidade da gestão financeira, “Existe diferença para o setor privado, que precisa deixar dinheiro, que é o lucro. No setor público, a meta é prestar serviço, o que não pode haver é déficit, não temos déficit”, finalizou Ricardo Dantas.

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