Economia

Brasil economizará R$ 6 bilhões com acesso digital de serviços públicos

O Estado reduzirá os gastos com pessoal e a população gastará menos com deslocamento.

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Imagem: elasbm.com

Somos mais de 150 milhões os brasileiros que usam internet para falar com o amigo e o chefe, pagar boleto, marcar reunião, comprar roupa ou pedir comida. Mas também faz parte do nosso dia a dia lidar com a demora e a baixa qualidade da prestação de serviços públicos.

O governo está mapeando serviços prestados por órgãos como INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Ministério da Agricultura e da Economia e Anvisa e digitalizando parte deles. Ao final de 2020, mil serviços terão migrado para o formato digital — 400 já tiveram migração concluída

O governo estima uma economia de R$ 6 bilhões por ano a partir de 2020. Metade do valor deve ser poupado pelo Estado, que reduzirá os gastos com pessoal, processo e espaço para arquivamento. A outra metade é para a população, que gastará menos com deslocamento. O tempo é otimizado para ambos.

Hoje, pedidos de aposentadoria esalário de maternidade urbana já podem ser feitos pelo aplicativo Meu INSS. É preciso baixar o app, fazer o cadastro com o CPF e checar informações para validar o cadastro. O CIVP (Certificado Internacional de Vacinação), requerido para entrada em alguns países, agora pode ser emitido digitalmente. Antes, era preciso ir a uma agência da Anvisa e enfrentar senhas e filas. As pessoas usam internet e aplicativos para (quase) tudo e, aos poucos, os governos estão se adaptando a essa tendência. Estão à frente desse processo países como Portugal, Inglaterra, México e Estónia.

No Brasil, “o governo federal quer ficar na mesma página, em sintonia com o que o cidadão vive no dia a dia, de acessos a serviços digitais”, resume Marcia Amorim, da Secretaria Especial de Modernização do Estado, ligada à Secretaria da Presidência. A pasta atua junto à Secretaria de Governo Digital e ao Ministério da Economia.

Quais são os desafios dessa empreitada? Ter eficiência, mensurar a qualidade do serviço, ter uma base de dados centralizada e garantir a segurança das informações. “Entre a ideia e a implementação há um longo caminho a ser percorrido. Só criar um aplicativo não adianta muita coisa”, alerta André Marques, coordenador do Centro de Gestão Pública do Insper. Ele analisa que o movimento do Estado está na direção correta. É necessário integrar informações e não deixar que secretarias e órgãos se sobreponham ou se atrapalhem.

Como os serviços são planejados? Segundo Marcia, os órgãos têm mapeado os serviços que podem ser oferecidos digitalmente, e a Secretaria determina quais vai priorizar, seguindo critérios de importância e necessidade para o cidadão. A partir disso, uma equipe interna de cada órgão começa a transformação digital, e o ritmo de entrega é monitorado por uma equipe da Secretaria de Modernização.

Fonte: 6minutos.com.br

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