ARTIGO

Suas decepções políticas viraram amargura ou sede de mudança?

Ano que vem teremos a instalação de um ambiente eleitoral. Qual será a postura do seu voto?

Há um fenômeno recorrente que acontece com várias pessoas que iniciam um interesse genuíno por Política. Esse indivíduos geralmente admiram a manifestação da pluralidade de pensamento sobre questões fundamentais para a sociedade. Daí eles procuram, com certa avidez, gente que se torne ponte entre demandas de uma coletividade vulnerável e a capacidade de tornar-se uma voz cujo acesso político seja benéfico para uma população.

Todavia, muitos interessados em temas políticos param bem nesse ponto. Eles se desinteressam por Política porque a existência de um universo de oportunismo, malícia e corrupção na vivência de muitos parlamentos brasileiros.

Mais do que em qualquer outra geração a publicidade dos atos protagonizados por parlamentares está bem diante de nossos olhos. E o que a Imprensa não mostra, outros meios revelam.

Muitas vezes tomamos conhecimento de opiniões e posicionamentos de autoridades políticas pelas próprias mãos delas. Quase que em tempo real as discordâncias e brigas desses indivíduos aparecem em nossas telas de computador e smartphones. As redes sociais dos próprios parlamentares nos falam deles com uma transparência avassaladora.

Nossa geração tem a oportunidade de constatar o dito e o não é dito. Durante a vigência de uma micro ou média crise com o governo federal, por exemplo, a mudança brusca de um partido diz mais sobre alguém que alega ter sido traído do que o texto postado pela pessoa alegando nele que sempre lutou pelo país.

Nós, brasileiros, precisamos exercitar nosso discernimento ao avaliarmos, tanto a fala, quanto as ações dos nossos representantes. Se terceirizarmos esse dever, alegando nossas decepções antigas com a política, seremos os grandes prejudicados.

Mais do que nunca podemos avaliar a ética ou a falta dela na vida pública. Quando surge algum tipo de crise no país, como age seu político favorito? Ele é uma voz altissonante cujo conteúdo são imprecações e hostilidade contra o nome de alguma autoridade em especial? Ou ele propõe alternativas viáveis para a resolver ou minimizar as consequências de problemas? Seu político se articula com outros setores da sociedade e propõe projetos de lei concretos e coerentes, ou vive de convocar gente para participar de passeatas e congressos?

Pessoas que se decepcionaram com a Política podem continuar frustradas ou podem selecionar melhor aqueles que serão alvo de futuros votos. Elas podem, ainda, se preparar para serem alternativas melhores para o país.

Ano que vem teremos a instalação de um ambiente eleitoral. Isso pode trazer muitos ganhos para o município, o estado e, consequentemente, para o Brasil. Que tal já começar agora a pensar no assunto?

Se você observar bem os parlamentares com quem já tem afinidade, você pode fazer descobertas interessantes. É possível, no entanto, que você se decepcione muito com mudanças bruscas de opinião ou curso de ação. Mas uma coisa é certa: não deixe a passividade política se tornar uma característica da sua vida, de suas conversas e de suas preocupações.

Mudanças importantes passam pelo seu voto. Ou você mesmo pode ser uma parte da mudança que seu município, estado e país precisam. O que não vale é deixar um rancor ou uma amargura com a Política ditar o seu próprio futuro e o futuro do Brasil.

Imagem: vix.com

Deixe seu comentário

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com