Priscila Krause diz apoiar mandato coletivo

A parlamentar usou as deputadas estaduais eleitas pelo PSOL na Alepe como referência para justificar seu posicionamento

Publicado por: em 15 de outubro de 2019 - 22:09

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Posicionamento

Foto: Roberto Soares/Alepe

A deputada estadual e presidente do diretório municipal do Democratas no Recife, Priscila Krause (DEM), divulgou na noite desta segunda-feira (14), uma nota se posicionando sobre o lançamento de uma pré-candidatura coletiva do partido com o intuito de concorrer a uma das vagas na Câmara Municipal do Recife. A parlamentar defendeu a legitimidade dos mandatos coletivos e reiterou a importância de candidaturas diversas.

Priscila usou as deputadas estaduais eleitas pelo PSOL na Alepe, como referência para justificar seu posicionamento. “Elas são uma realidade política. Quem votou, sabia que estava votando em 5. Dessa forma entendo que elas tem legitimidade política, entretanto carecem que legitimidade jurídica”. Reafirmou também que “não acho que seja algo de esquerda ou direita”.

Para a deputada este ‘fenômeno’ “acontece porque a democracia representativa está em crise, faz tempo, e a sociedade busca respostas para as suas demandas”. Mesmo apoiando, a presidente do diretório fez algumas ponderações. “Eu não demonizo o formato, embora reconheça o desequilíbrio que causa desde a campanha e pode causar no exercício do mandato”.

 

Confira a nota:

“Diante da notícia sobre a candidatura coletiva no Democratas, vou tentar explicar o que acontece. 

O primeiro mandato coletivo eleito no país foi em Alto Paraiso, município de Goiás em 2016, pelo PTN. O modelo das Juntas (aqui de Pernambuco) é muito parecido com o deles. 

Mas vou me deter a comentar o que acontece hoje na Alepe que é o que vejo. 

Elas são uma realidade política. Quem votou, sabia que estava votando em 5. Dessa forma entendo que elas tem legitimidade política, entretanto carecem que legitimidade jurídica uma vez que não existe a previsão de mandato coletivo no ordenamento jurídico brasileiro. 

Na minha opinião isso acontece porque a democracia representativa está em crise, faz tempo, e a sociedade busca respostas para as suas demandas. E aí abriu-se espaço para essa “resposta”. Um formato diferente do que está posto desde sempre. 

Quanto a vivência no dia a dia da Alepe: só Jô, que foi a eleita, que teve a candidatura registrada no TRE, é que tem acesso as sessões plenárias, vota em plenário e nas comissões. As outras sequer entram em plenário. 

Quanto a participação de fala nas comissões, em regra geral, só Jô que fala, mas já aconteceu de outras falarem. Aliás, de maneira geral, qq cidadão que pedir a palavra numa reunião de comissão na alepe tem a oportunidade de falar. As reuniões são públicas. Entretanto não é comum que outra codeputada (é assim que elas de denominam) fale. De fato, só Jô tem falado. 

Já em audiências públicas elas tem mais espaço de fala pq qualquer pessoa pode se manifestar. 

A questão é que a situação é nova e inusitada para todo mundo. 

Particularmente eu não demonizo o formato, embora reconheça o desequilíbrio que causa desde a campanha e pode causar no exercício do mandato. Também não acho que seja algo de esquerda ou direita. 

É uma realidade política que estamos tendo que lidar no dia a dia. 

O fato é que ninguém se mexeu antes ou durante as eleições questionando a legitimidade jurídica do grupo. Tanto os grupos que disputaram em 2016 ou em 2018 pelo país, colocaram a situação de coletividade de maneira muito clara e como diferencial político. 

Enquanto dirigente partidária, acho muito bom que o Democratas enxergue o que está acontecendo na sociedade e traga todas as questões para dentro do partido que defendo que seja um partido plural. 

Existem muitos posicionamentos em relação aos mandatos coletivos, tentei colocar aqui só mais uma.”

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