Renato Antunes quer adesão de Recife ao programa das escolas cívico militares

Na visão do parlamentar, Pernambuco sai perdendo por rejeitar a iniciativa do Governo Federal.

Publicado por: em 9 de outubro de 2019 - 11:36

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Foto: Reprodução

Líder da oposição na Câmara Municipal, o vereador Renato Antunes (PSC) cobrou que a gestão municipal incluísse Recife no Programa Nacional das Escolas Cívico Militares, proposto pelo ministério da educação e da defesa.

“Uma vez que o Estado negou, os municípios podem aderir. Peço que a Prefeitura tenha sensibilidade. Não podemos perder nosso protagonismo. Somos a capital de Pernambuco, mas estamos ficando para trás.”

Para o parlamentar, Recife deveria seguir os passos de outras cidades, que anunciaram adesão ao programa idealizado pelo governo federal. 

“Jaboatão dos Guararapes sai na frente quando anuncia que vai implantar o projeto. A capital pernambucana deveria ter o mesmo posicionamento e pensar em educação com responsabilidade. Recusar este tipo de programa é assumir para população que a educação pública local é de extrema qualidade, não precisando de ajuda. Sabemos que a realidade não é esta.  O momento de recursos magros não permite que o Recife rejeite dinheiro da esfera federal”, finalizou o parlamentar.

A Escola Cívico-Militar abarca as áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa. Os militares não ocuparão cargos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, mas vão interferir na gestão escolar e na gestão educacional. A meta do Governo Federal é implantar 54 unidades desse modelo por ano até 2023, com investimentos em infraestrutura e material escolar de R$ 1 milhão por escola.

“É importante destacar que a Escola Cívico-Militar não se confunde com a Escola Militar. É tão somente pegar uma estrutura que já existe no município e ter uma participação dos militares na gestão, com participação do Governo Federal”, disse Renato Antunes.

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