Justiça determina que delegado que estava investigando vereadores volte a atuar em Arcoverde 

Sete vereadores que, em tese, teriam recebido o pagamento de diárias, mas não teriam comparecido a um congresso, estavam sendo investigados pelo delegado Israel Lima. 

Publicado por: em 9 de outubro de 2019 - 12:16

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Decisão

Foto: Divulgação Internet

Uma decisão da 2ª Vara Cível da Comarca de Arcoverde, nesta quarta-feira (09), determinou que o delegado Israel Lima Braga Rubis volte a atuar na Delegacia do município, no Sertão do Estado. A justiça atendeu ao pedido de tutela antecipada proposto pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apura uma suposta motivação política na transferência do delegado para Vitória de Santo Antão, determinada pela Secretaria de Defesa Social (SDS). 

O delegado Israel Rubis investigava sete vereadores que, em tese, teriam recebido o pagamento de diárias, mas não teriam comparecido a um congresso realizado em Maceió, Alagoas.

Vários protestos já foram realizados por moradores de Arcoverde, revoltados com a remoção compulsória de Rubis. No pedido à Justiça para que a transferência fosse suspensa, o promotor Bruno Miquelão destacou que “a própria população tem manifestado o interesse na permanência da referida autoridade policial porque sente, de fato, a melhora na segurança pública em Arcoverde e região”. 

O mesmo delegado prendeu, no ano passado, o filho da presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde. 

A Polícia Civil afirma que não há caráter político na remoção. “Transferências de profissionais são corriqueiras e naturais dentro não apenas na Polícia Civil, mas em qualquer órgão público. Os servidores públicos devem ir ao encontro da necessidade da população e também atuar de forma integrada dentro plano estratégico de segurança que traga resultados na redução da criminalidade. Insinuar que a transferência técnica tem motivação política é desconhecer completamente as razões reais ou tentar manipular os fatos para tirar alguma vantagem com esse processo de desinformação da população.” 

O promotor Bruno Miquelão instaurou ainda uma investigação para saber os motivos que levaram à troca de delegados. A SDS terá um prazo de até dez dias para responder as informações. Entre as perguntas, tem qual o interesse público na remoção do delegado, e se a mudança de município foi voluntária ou não.

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