Clarissa Tércio reivindica adesão do Estado a programa de escolas cívico-militares

“Hoje não se tem mais respeito pelos mestres e não se canta o hino nacional, mas o ‘passinho’ e as danças obscenas estão virando rotina” diz Clarissa Tércio

Publicado por: em 7 de outubro de 2019 - 19:01

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Cívico-militares

Imagem: Roberto Soares/ALEPE

A deputada Clarissa Tércio (PSC) reivindicou, na Reunião Plenária desta segunda (7), que Pernambuco faça a adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do Governo Federal. Para a parlamentar, a iniciativa “é de fundamental importância para o desenvolvimento dos jovens e para moralizar a educação”.

O Governo Federal pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023, sendo 54 em 2020. A ação dos Ministérios da Educação e da Defesa prevê a participação de militares – tanto das Forças Armadas quanto policiais e bombeiros – nessas instituições, como monitores em atividades educacionais e administrativas.

Clarissa fez referência à entrevista concedida pelo secretário estadual de Educação, Frederico Amancio, na qual o gestor questionou o impacto de melhoria na qualidade da aprendizagem e descartou, por enquanto, a adesão ao programa. Na avaliação da deputada, a motivação seria “ideológica”, e o Estado deveria consultar a população, que, segundo ela, é favorável ao modelo.

“Hoje não se tem mais respeito pelos mestres e não se canta o hino nacional, mas o ‘passinho’ e as danças obscenas estão virando rotina. Nossas escolas estão se tornando ponto de tráfico de drogas”, disse. “O modelo cívico-militar se mostra eficiente para construir valores cívicos, respeito e cidadania. Parece que tudo o que é para resgatar valores morais o Governo do Estado não quer”, prosseguiu.

Outros parlamentares se manifestaram sobre o tema, em apartes. Joel da Harpa (PP) se dispôs a dialogar com prefeitos sobre a adesão. “Boa parte dos professores tem medo dos alunos em comunidades onde a violência é maior. Não podemos perder a oportunidade de ter esse investimento para garantir a disciplina nas escolas”, avaliou o deputado.

Para João Paulo (PCdoB), a intenção do Governo Federal, por trás do projeto, é desvalorizar os servidores públicos da área da educação. “Não há uma política de valorização dos professores ou de melhoria na infraestrutura das escolas. Há, sim, uma linha de destruição do conhecimento e da pesquisa”, observou.

Antonio Fernando (PSC) disse que “as escolas, militares ou não, são bem-vindas”. Professor Paulo Dutra (PSB) defendeu que as unidades em tempo integral são o modelo que deve ser priorizado. Alberto Feitosa (SD) assinalou que os militares não vão atuar na área didático-pedagógica, mas na disciplina e na segurança do ambiente escolar. Já para Antônio Moraes (PP), esquerda e direita buscam “emparedar universidades e escolas”, em vez de focar na educação.

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