Opinião

“PE está perdendo uma oportunidade por motivos ideológicos e pessoais”, diz Albérisson sobre não adesão de escolas cívico-militares

Secretário de Educação de Pernambuco, Frederico Amâncio, nega que questões políticas tenham influenciado na decisão de não aderir o programa no estado.  

O Presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, Albérisson Carlos, lamentou a não adesão por parte do Governo de Pernambuco ao programa proposto pelo Ministério da Educação (MEC) para instalação de escolas no modelo cívico-militares. Para Albérisson a atitude adotada pelo estado de Pernambuco foi por questões ideológicas, já que o governador Paulo Câmara faz oposição ao governo Bolsonaro. 

“Pernambuco está perdendo uma grande oportunidade quando o Governo do Estado por motivos ideológicos, de briga pessoal com Presidente Bolsonaro decide não adotar o programa. Compreendemos mais do que nunca que as escolas cívico-militares deveriam ser um modelo, isso não quer dizer que vai formar ninguém militar, mas vai promover a disciplina, é só você olhar como as outras escolas elas estão hoje, professores sem autoridade, sendo desrespeitados”, argumentou ele. 

Alberisson disse que teve oportunidade de conhecer uma escola no modelo cívico-militar no estado de Goiás, “vi como o resultado lá é estarrecedor, sensacional, é show de bola”, disse. 

Alberisson citou resultados positivos comprovados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) além da promoção de valores humanos, éticos e morais, bem como, “você tem a educação de excelência, o maior índice de aprovação em concursos e faculdades, vários segmentos de excelência, além de formar jovem cidadão com respeito à cidadania, cidadão que sabem realmente o seu papel na sociedade”. 

O que diz o Governo de Pernambuco? 

O secretário de Educação de Pernambuco, Frederico Amâncio, negou nesta quarta-feira (2), que questões políticas tenham influenciado na decisão de não aderir ao programa das escolas cívico-militares proposta pelo governo Bolsonaro.

Para Frederico, há “dúvidas” sobre a proposta do Ministério da Educação, “ainda não tem muito estudos (…) Escola não é lugar de fazer experiências”, disse. 

 

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