Discurso

Bolsonaro: “Vim apresentar o novo Brasil que ressurge depois de ter ficado à beira do socialismo”

O presidente discursou na Assembleia Geral da ONU e que o governo tenta reconquistar a confiança do mundo

Bolsonaro ONU, Bolsonaro: “Vim apresentar o novo Brasil que ressurge depois de ter ficado à beira do socialismo”
Foto: Reprodução/ TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro, abriu nesta terça-feira (24) os debates gerais da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Logo no início de seu discurso, Bolsonaro disse que vinha “apresentar o novo Brasil que ressurge depois de ter ficado à beira do socialismo” e que seu governo tenta reconquistar a confiança do mundo.

“Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou em uma situação de corrupção generalizada”, disse o presidente, citando como exemplo o programa Mais Médicos, assinado em 2013 entre o “governo petista e a ditadura cubana”, que o definiu como “trabalho escravo”, levando a delegação cubana a deixar o recinto. Os que decidirem ficar devem se submeter à qualificação médica. Deste modo, nosso país deixou de contribuir para a ditadura cubana, não mais enviando US$ 300 milhões todos os anos.

Segundo Bolsonaro, “após sobreviver a dúzias décadas de irresponsabilidade”, a economia brasileira começa a reagir, dando como exemplo o recente acordo fechado entre o Mercosul com a União Europeia e o início do processo de adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Bolsonaro, que protagonizou um recente bate-boca público com Emmanuel Macron, logo abordou também a questão da Amazônia. Sem citar diretamente o nome do presidente francês e da chanceler alemã Angela Merkel, que na reunião do G7 criticaram a atuação do Brasil na questão, o brasileiro rechaçou seus ataques.

Bolsonaro também atacou o que chamou interesses externos “disfarçados de boas intenções” na questão da Amazônia, afirmando que “qualquer iniciativa de ajuda ou apoio à preservação da floresta deve ser tratado em pleno respeito à soberania brasileira”.

O presidente destacou ainda que 14% do território do país são compostos por áreas de proteção aos indígenas.

” Nossos nativos são seres humanos” disse, acusando algumas organizações não governamentais de quererem tratar os indígenas como “homens das cavernas”. Segundo o presidente, “alguns caciques são usados como peça de manobra por governantes”.

O presidente disse ainda que enquanto França e Alemanha usam mais de 50% de seu território para agricultura, o Brasil usa apenas 8% para produção do alimento.

Após protagonizar polêmicas com outros líderes mundiais e se tornar alvo a desconfiança internacional, o presidente brasileiro prometeu fazer um pronunciamento “conciliador”, em que não vai “apontar o dedo” para nenhum chefe de Estado ou governo.

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