Gritos

Juíza Selma diz que Flávio Bolsonaro ligou “aos gritos” pedido que ela retire sua assinatura da CPI da Lava Toga

A senadora informou que o senador ligou aos gritos, pedindo que a juíza retire seu nome do processo de abertura da CPI da Lava Toga

Lava Toga, Juíza Selma diz que Flávio Bolsonaro ligou “aos gritos” pedido que ela retire sua assinatura da CPI da Lava Toga
Foto: Montagem

A senadora Juíza Selma (PSL-MT) afirmou que foi procurada pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e pelo senador Flávio Bolsonaro, para retirar sua assinatura da instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a investigar o Poder Judiciário, a CPI da Lava Toga.

Acusado de embolsar parte dos salários dos servidores de seu gabinete quando era deputado estadual do Rio. Flávio Bolsonaro está pressionando seus colegas a desistir da CPI, mas até agora, ele fracassou na ofensiva. Selma Arruda, por exemplo, resolveu se manifestar depois de receber um telefonema do filho mais velho do presidente.

De acordo com a senadora, Flávio gritou ao telefone e pediu: “Vocês querem me f… Vocês querem f… o governo”. Segundo Selma, “Ele me ligou alterado, dizendo que a gente estava prejudicando. Eu falei: ‘Baixa a bola. Você não está falando com… né? Me respeite’”, contou Selma Arruda a Revista VEJA. “Ele não baixou a bola, e eu desliguei o telefone” , completou a senadora.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro diz que a CPI da Lava-Toga pode causar ruídos na relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário, prejudicar a governabilidade e implodir uma relação harmônica construída entre os chefes dos três poderes.

A Juíza Selma Arruda lembrou a VEJA que, ao ser pressionada a retirar o apoio à CPI, ouviu insinuações de que o governo poderia prejudicá-la no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Eu estou recebendo bastante pressão. Me disseram que eu iria ficar sem chances de absolvição. Não acredito que o tribunal vá ceder a uma pressão dessa”, declara Selma, que está negociando sua filiação ao Podemos.

O líder do PSL no Senado, Major Olimpio, também recebeu um telefonema do senador Flávio Bolsonaro. “O tom foi muito ruim. Para mim, o Flávio não existe mais.” Assim como seus colegas de bancada, Olimpio alega que uma das bandeiras do PSL na campanha era o combate irrestrito à corrupção.

“Cada um com seus problemas. Não vou fazer nada para agradar ao Flávio. Ele é tão senador quanto eu. Quero que se dane o fato de ele ser filho do presidente”, afirma Olimpio.

Por meio de uma nota à imprensa. “A senadora Juíza Selma esclarece que, devido a divergências políticas internas, entre elas a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava-Toga, está avaliando a possibilidade de não permanecer no PSL”, dizia o texto.

 

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