Maduro faz cerco à Assembleia Nacional da Venezuela

Publicado por: em 14 de maio de 2019 - 18:29

Deputados venezuelanos denunciaram hoje um cerco da Guarda Nacional Bolivariana ao prédio da Assembleia Nacional. Hoje também seria feita uma sessão para discutir o indiciamento de legisladores por uma insurreição militar fracassada contra o presidente Nicolás Maduro.

Segundo o subsecretário da Assembleia, Roberto Campos, 15 funcionários da Sebin – o serviço de inteligência venezuelano – entraram no edifício devido à presença de um suposto artefato explosivo enquanto os funcionários eram impedidos de entrar pela guarda.

Imagens e vídeos divulgados pelos funcionários mostram diversos membros da guarda fazendo um cordão ao redor do prédio legislativo. O cerco teria começado por volta das 7h (8h de Brasília) e continua até o momento.

Os deputados dizem que a suspeita de explosivo é uma desculpa para impedir o acesso ao edifício e chamam a atitude de “sequestro”. De acordo com a oposição, a Sebin teria ocupado todo o prédio, incluindo o gabinete do presidente da assembleia, Juan Guaidó, e foram arrombadas gavetas da presidência e vice.

A deputada de oposição Manuela Bolívar denunciou o incidente como “uma intimidação” em meio à disputa entre Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, e Maduro.

Em 7 de maio, a Assembleia Constituinte tirou a imunidade de dez parlamentares, depois que a Suprema Corte de Justiça os acusou de apoiar a revolta de um pequeno grupo de militares contra Maduro.
A “rebelião” foi liderada por Guaidó e Leopoldo López, libertado da prisão domiciliar pelos insurgentes e que mais tarde se refugiou na residência do embaixador da Espanha.

Em uma operação incomum que incluiu o uso de um caminhão de reboque para rebocar seu carro, na quarta-feira passada Egdar Zambrano, vice-presidente do Parlamento, foi preso e levado a Fuerte Tiuna, o principal complexo militar da capital venezuelana. Três outros parlamentares se refugiaram nas residências dos embaixadores da Itália e da Argentina e um outro fugiu para a Colômbia.

Na prática, a Assembleia Constituinte, que governa o país com poderes absolutos, assumiu as funções parlamentares, depois que a mais alta corte de justiça declarou o Legislativo em “desacato”.

Fonte: Uol Notícias

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