Grupo fraudou mais R$ 1,1 milhão em benefícios

A operação, que faz parte da Lava Jato, recebeu o nome de Recidiva em alusão à utilização do termo na medicina e no Direito Penal, uma vez que os pretensos doentes sempre apresentam o reaparecimento da enfermidade, e os fraudadores, igualmente, sempre recaem no mesmo crime.

A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Recidiva nas cidades paranaenses de Londrina e Cambé. Uma organização criminosa fraudava benefícios por incapacidade – como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez –, utilizando atestados médicos falsos. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em dois escritórios de advocacia, uma clínica médica e residências dos envolvidos no esquema criminoso. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Londrina.

As investigações começaram em 2017, a partir de denúncias analisadas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A quadrilha agia há, pelo menos, três anos e contava com a participação de um médico que emitia os atestados falsos. Apenas com o documento médico, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era obrigado a conceder o benefício, antes mesmo de se realizar a perícia médica.

Segundo a COINP, na amostragem de benefícios investigados pela Força-Tarefa Previdenciária, foram pagos indevidamente mais de R$ 1,1 milhão. No entanto, o prejuízo total somente será conhecido após as análises do material apreendido pela Polícia Federal, podendo superar R$ 3,3 milhões.

Qualquer cidadão pode ajudar no combate às fraudes contra a Previdência Social. Não há necessidade de se identificar. As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do INSS, por meio da central telefônica 135 ou pela página eletrônica www.inss.gov.br/ouvidoria. As informações são mantidas em sigilo.

Fonte: previdencia.gov.br

Imagem: difusora890.com.br

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