O papel de Cid no futuro de Ciro

Por Marcelo Velez

  • Publicado em 7 de dezembro de 2018

  • O senador eleito Cid Gomes sempre foi o grande articulador político por trás da trajetória do irmão Ciro, ex-prefeito, ex-deputado, ex-governador e ex-ministro. Ciro é um grande técnico, mas, muitas vezes, peca no âmbito político, gerando atrito na política de alianças. Ambos mantém um grande prestígio no Ceará, estado que adotaram como natal e após 12 anos longe das urnas, o pindamonhangabense Ciro decidiu se aventurar pela terceira vez como candidato a presidente da república. Terminou a disputa em terceiro lugar, à frente de nomes como Alckmin (PSDB) e Marina (REDE), que chegaram a despontar como favoritos no início da campanha. Para tanto, Ciro se posicionou como uma alternativa ao PT e ao radicalismo do candidato Bolsonaro (PSL), que se sagrou vencedor. Agora, o senador Cid busca a formação de um bloco com outros partidos da centro-esquerda para enfrentar o primeiro desafio de 2019: a eleição para a presidência do Senado contra o presidente eleito e o favorito do MBD, Renan Calheiros. Será uma tarefa hercúlea, mas que pode catapultar a família Gomes para o cerne da política nacional. Mesmo que não vença o desafio, a união de um bloco com PSB e PCdoB pode dar a sustentação necessária e impedir que novamente Ciro acabe isolado como em 2018. Se o governo Jair for um desastre, Cid pode também garantir o apoio de partidos do centrão, que simularam ainda este ano apoio ao PDT. Caso Jair consiga fazer um governo exitoso, o papel de Cid será o de manter politicamente o irmão como representante da esquerda cujo nicho fora preenchido pelo PT em anos passados.

    Sem desculpas – Em encontro nacional recente, o PT reformulou documento para excluir críticas às gestões passadas do partido. A ordem é manter o mote de que fizeram tudo certo e posicionar Haddad como principal liderança do partido num cenário sem Lula.

    Outro cacique – Ainda nas trincheiras petistas, corre a notícia de que a presidente nacional do partido terá de passar o bastão para outro correligionário. Muitos membros históricos estão inconformados com a condução do partido na gestão Gleisi.

    DEM demais – Ao nomear três ministros do DEM, o presidente Jair causou chiadeira com outros partidos. Até mesmo aliados antigos, como o senador Magno Malta, ficaram sem vez na Esplanada. Também não há indicação de que o PSL lançará nome para presidir a Câmara batendo chapa com Maia.

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