Uma facada que não mata, elege?

Na tarde de hoje, Jair Messias Bolsonaro, candidato a presidente pelo PSL, sofreu uma tentativa de homicídio. Usando uma faca, Adélio Bispo de Oliveira, ex-integrante do PSOL, tentou tirar a vida do político diante de uma multidão de simpatizantes do candidato.

Nesta véspera de feriado da Independência do Brasil, porém, não apenas um parlamentar foi vítima de um crime. Foi a própria Democracia. Hoje milhões de brasileiros sentiram o peito rasgar-se sob a lâmina da intolerância. Hoje o discurso de ódio deu à luz seu filho mais famoso – aquele que não hesita até mesmo em matar.

Mas, matar a quem? Matar àquele que tem opinião política diferente, àquele que tem ideologias diferentes, em suma, aquele que é diferente.

Jair Messias Bolsonaro – como a Democracia Brasileira – vai bem, obrigada. Uma faca não conseguiu matá-lo, assim como não obterá êxito contra um Estado Democrático de Direito.

Nesta tarde o Brasil se emocionou ao ver um inocente, nos braços de seus simpatizantes, ser atacado pela intolerância personificada. Porém, em nome do direito de expressar o que acreditam, muitos brasileiros, que também já sentiram no peito a facadas dos discursos de ódio, se levantaram com ânimo renovado.

A facada que não matou, transformou Bolsonaro no ícone democrático que representa o direito à liberdade de crença partidária, religiosa e de tantas outras ordens.

Infelizmente, muitos líderes de esquerda transformaram ambientes de uso coletivo em lugares aonde reina a opressão contra qualquer um que pense diferente. A pretexto de discutir distorções históricas ou culturais, até o próprio o oxigênio respirado em alguns lugares tornou-se tóxico para aquele cientificados como “conservadores”.

Isso está certo? Podemos agredir, hostilizar e desrespeitar livremente em nome de ideologias que pregamos? Qual é
a diferença entre chutar uma imagem católica e tentar matar um candidato a presidente?
Ontem tentaram ofender moralmente o maior símbolo cristão: Jesus Cristo, e hoje tentam matar um candidato à presidente? O que justifica uma guerra desse nível?

Como Bolsonaro, a Democracia saiu ilesa das mãos de alguém que veio para matar roubar e destruir. E se como disse alguém, “o que não nos mata nos fortalece”, Jair Messias sairá deste golpe muito mais forte, e a Democracia também.

Ao contrário do que os inimigos dos pais queriam, Bolsonaro sair dessa muito mais identificados com os brasileiros. Eu não me surpreenderia se após ou dia 7 de outubro descobríssemos que a faca de Adélio Bispo de Oliveira foi quem, de fato, elegeu Bolsonaro presidente do Brasil!

(Texto redigido logo após o atentado ao candidato)

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