Votação para privatização da Eletrobras é adiada para próximo Ano

Plenário Câmara dos Deputados /Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Plenário Câmara dos Deputados /Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Nesta terça-feira (10), foi anunciado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que o plenário não votará mais projeto com regras para privatização da Eletrobras em 2018. Dessa vez se trata de um acordo entre lideres dos partidos para não votar a PL do governo ainda esse ano, mesmo tendo dito antes que as diretrizes da desestatização seriam votadas após as eleições presidenciais desse ano.

Na sua fala, o deputado garante que o projeto de lei não será votado mais esse ano. “Imformo que nosso acordo em relação à não votação do PL da Eletrobras está garantido e será conduzido dessa forma por esta presidência. Não votaremos o PL da Eletrobras neste ano”, afirmou Rodrigo Maia respondendo ao deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que lhe questionou sobre a pauta.

Para Rodrigo Maia, a matéria deveria ser capitaneada ou não pelo futuro novo presidente da República. No entanto, após pressão de parlamentares da oposição, decidiu retirar a proposição da pauta de votações do segundo semestre. Na última sexta-feira (6), o juiz federal Fernando Caldas Bivar Neto concedeu liminar que cancela edital para privatização da Eletrobra.

Conheça mais sobre a Eletrobras:

Fundada em 1962, a empresa é responsável por um terço da geração de energia no Brasil, podemos dizer que em cada 3 lâmpadas do país 1 depende da Eletrobras. Tem um valor patrimonial de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões, segundo Ministério de Minas e Energia (MME).

Atuante em três principais áreas do setor de energia elétrica, geração, transmissão e distribuição, tem hoje sob sua administração outras 13 subsidiárias.

No nordeste a empresa cuida de 20 mil quilômetros de linhas de transmissão, interligando as usinas e centros de consumo do NE e às outras regiões do país. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), tem 12 hidrelétricas na região Nordeste, sendo oito no rio São Francisco, como Xingó, Sobradinho e Paulo Afonso.

Gigante:

– Em 2016, tinha cerca de 24,7 mil funcionários.

– É dona de 233 usinas: são 47 hidrelétricas, 114 térmicas, 69 eólicas, duas nucleares e uma solar;

-Tem como posse a capacidade de 31% da geração de energia brasileira.

– Cerca de 63,4 mil quilômetros de linhas de transmissão, 47% do total do país.

 

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