Marcelo Freixo, em Recife, declara não ser candidato a Presidente. Sobre Bolsonaro, afirma: “O medo e a propaganda na imagem podem ser muito pouco para apresentar numa eleição como essa”

  • Publicado em 27 de novembro de 2017

  • Na última sexta-feira, dia 24 de novembro, o Portal de Prefeitura teve a oportunidade de conversar com o Deputado Estadual, pelo PSOL, Marcelo Freixo. O político veio a Recife para participar, naquele mesmo dia, do 1º Ciclo de Debates sobre Segurança Pública promovido pelo Sinpol-Recife.

    Sobre as próximas eleições o deputado negou que tenha intenção de se candidatar à Presidência do país. Mas ele declarou que o partido terá candidato próprio, e que será uma candidatura forte. Marcelo acredita que Bolsonaro concorrerá nas eleições presidenciais, mas acredita que ainda está longe da eleição para avaliar se ele será o próximo presidente do país. Marcelo Freixo declarou ainda: “Será uma eleição intensa, de debate intenso, não sei o que sobrevive disso. O medo e a propaganda na imagem pode ser pouco para ser apresentado numa eleição como essa.  Mas a gente está trabalhando no terreno do novo. As experiências do mundo no Fascismo foram experiências de cunho liberal e experiências em período de guerra, em períodos de crise. A experiência mostra aonde essas experiências foram exitosas. Tem alguma semelhança com o que a gente está vivendo? Tem. Pode nos dar alguma surpresa desagradável? Pode”.

    Marcelo acredita na possibilidade de as eleições presidenciais serem em dois turnos. Perguntado sobre a possibilidade do PSOL não emplacar candidato no segundo turno, Marcelo Freixo declarou: “Espero que o segundo turno não seja entre a Direita e a extrema Direita.  Espero que venha alguma força progressista no segundo turno. O PSOL vai apoiar a força progressista que estiver no segundo turno, sem dúvida se for contra a Extrema Direita, e uma questão de responsabilidade social e eleitoral.”.

    Freixo acredita que não dá para contabilizar agora o número de Deputados Estaduais que o PSOL conseguirá nas próximas eleições, mas acredita que serão muitos. Quanto à vaga para Governador do Rio de Janeiro, o parlamentar declarou que tudo pode acontecer. E sobre as chances do PSOL de emplacar Deputados Federais, Marcelo declarou: “No Rio de Janeiro a gente faz cinco ou seis, em São Paulo temos chance de fazer dois ou três, fazemos um em Belém, um no Rio Grande do Sul e no Amapá talvez faça um”. Marcelo acredita que no caso do Estado do Rio de Janeiro, a chance da bancada de Deputados Federais é de dobrar. Em Recife, o deputado acredita que o PSOL emplacará pelo menos um Deputado Federal

    Em todos os estados aonde a base do partido estiver organizada, Marcelo afirma que o PSOL lançará candidatos a Governo. No Rio de Janeiro, o candidato a Governador será Tacízio Mota, que foi candidato a governador na eleição passada e foi o segundo vereador mais votado da cidade. Freixo declarou: “No Estado do Rio os funcionários públicos estão há três meses sem receber salário, não receberam o décimo terceiro, há um caos na Segurança Pública, na Educação, no Transporte, e ainda tem toda a cúpula da política presa. Não dá pra ter uma candidatura que não seja pra valer, a sociedade não permite isso, não aceita.”.

    Marcelo Freixo ainda falou sobre a prisão de Edson Albertassi e sobre a postura do PSOL para com o deputado estadual do Rio de Janeiro, Paulo Ramos. Freixo informou: “As prisões no Rio de Janeiro começaram quando Albertassi foi indicado para o Tribunal de Contas. Eu entrei com uma ação que impediu que Alberassi concorresse, e aí, detonou tudo. O Deputado Paulo Ramos, do PSOL recebeu uma carta de desligamento e está com um processo aberto de expulsão do partido Albertassi”. Paulo Ramos teve seu afastamento do PSOL após votar, na Assembléia Legislativa fluminense, pela revogação da prisão de Albertassi e também pela dos deputados estaduais Jorge Picciani e Paulo Mendes.

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