Você já praticou bullyng?

  • Publicado em 24 de outubro de 2017

  • Agressões intencionais, verbais ou físicas, praticadas repetidamente por uma ou mais pessoas contra uma vítima ou mais de uma. Eis a visão panorâmica de Bullyng. O termo vem do inglês “bully”, que significa “Brigão”. Contudo, em português passou a significar um conjunto de atos que causam bastante sofrimento às vítimas. Mas a questão principal, para começo de conversa sobre o tema, é a seguinte: “Você pratica ou instiga o Bullyng?

    O Bullyng é um problema só de estudantes?
    O tipo de sofrimento físico e/ ou psicológico de que tratamos nesse artigo pode, e acontece, em todos os lugares e nichos sociais. Família, vizinhança, escola, faculdade, local de trabalho: em qualquer lugar pode existir uma vítima. Conforme declara a Educadora e Escritora Cléo Fante, em seu livro “Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz” (Editora Verus): “é uma das formas de violência que mais cresce no mundo”.

    Como saber se você é um sujeito ativo ou passivo do Bullyng?
    Segundo a Doutora em Psicologia Educacional da Universidade de Campinas (UNICAMP), Telma Vinha, há quatro considerações fundamentais que identificam uma situação de Bullyng. São elas: “intensão de ferir a vítima”, “repetição na agressão”, “a presença de um público expectador” e “a concordância do alvo em relação à ofensa”. Tais características distinguiriam o Bullyng das agressões físicas ou morais comuns.

    Tipificação Legal
    A Lei 13.185/15, de 06/11/15, que tipificou o Bullyng, traz consigo a obrigatoriedade de relatórios bimestrais de ocorrência d crime em estados e municípios. Esses relatórios servem para fomentar o planejamento de ações de prevenção e combate ao Bullyng (Agenda Senado).

    O que fazer quando se tem conhecimento de uma situação envolvendo Bullyng?
    Se o contexto envolver menores de idade (por exemplo, numa escola), os dirigentes da instituição devem ser avisados e precisam intermediar o conflito. Os pais ou responsáveis precisam ser comunicados da ocorrência do fato imediatamente. No âmbito administrativo as autoridades do local precisam, tanto desencorajar novos incidentes, quanto conscientizar os praticantes do ato sobre as ações destes. A depender da extensão dos danos físicos ou psicológicos sofridos, os responsáveis pela vítima podem procurar Conselhos Tutelares da região do fato, e uma Delegacia Especializada em Atos Infracionais (DPCA).
    Se os envolvidos forem adultos, uma Delegacia distrital do local do fato pode ser procurada pela vítima. No caso de crime pela internet, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos
    também pode ser acionada. Em todos os casos, é imprescindível reunir provas do crime ou ato infracional, como por exemplo, “prints” de mensagens ofensivas em redes sociais, imagens constrangedoras (ou montagens com intenções injuriosas) da vítima e levar esse material para ser anexo à queixa-crime prestada.

    SUGESTÕES PARA APROFUNDAMENTO DO TEMA
    Gostaríamos de encerrar esse artigo com duas sugestões. A primeira delas é a de um filme chamado “Confiar” , de 2010 (www.youtube.com/watch?v=vsGxpqQGhrE). Trata-se de uma história sobre o envolvimento de uma adolescente com redes sociais, e a posterior descoberta dos pais dela de que passaram a ter, sob o mesmo teto, uma vítima de Pedofilia.
    A segunda sugestão é uma série da Netflix intitulada “13 Reasons Why”. A história em que uma jovem se suicida, mas antes deixa treze fitas cassetes explicando os motivos – todos relacionados a alguma situação de Bullyng – alcançou sucesso mundial. É uma série interessante para quem quer entender, do ponto de vista de uma vítima, como um rótulo negativo pode mudar os rumos da vida de um adolescente.

    CONCLUSÃO
    A vida em sociedade torna imprescindível o respeito a qualquer tipo de diferença. Seja você também um fomentador da paz social na esfera de sua influencia como cidadão. Uma cidade mais segura também depende de cada um de nós.

    Fonte da Imagem: www.fenixdefogo.wordpress.com

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